Uma coisa que presenciei e jamais consegui esquecer foi que num dado momento estávamos todos entre salas e cozinha e a Jaci, irmã da Dalva esposa de meu primo Kleber, saiu correndo como uma gazela e gritando. Fui ver onde ela estava indo e peguei a seguinte cena: ela descendo uma ladeira correndo de maiô, com um saco de lixo de uns 100 litros nas costas (que eu juraria ser de 500 litros) atrás de um caminhão de lixo. A agilidade me impressionou. Fiquei me perguntando uma série de coisas, tais como: por que correu? por que não deixou para amanhã? e se caisse? etc. e tal. Em minha reflexão ficava me dizendo não faça isso, Wania, não se exponha pois as consequencias poderão ser graves... Nunca esqueci essa passagem. Já cheguei a dizer pra quem estivesse numa situação similar: "para que correr como a Jaci? amanhã ele volta..." O inesquecivel mesmo para mim foi o silêncio da Jaci voltando com um sorriso de satisfação que revelava o "eu consegui" com orgulho de si mesma.
Pois hoje me vi na mesma situação: com pijama, um roupão velho semi aberto pelo cinto mal colocado gritando feito uma cacatua da Birmânia: espeeera! tem liiiixo! Maissss! E 4 vezes corri pelo corredor ao lado da casa para parar o caminhão, pegar tranqueiras e dar para um intrigado lixeiro um banquinho desfolhado, cestas inúteis, pregos enferrujados, tábuas molhadas e outras coisas irritantes que são sobras de reformas.
Quando entreguei tudo, respirei e sentei na cozinha falando para minha mãe: eu (
Quando estava no banho lembrando do mico, meu pensamento voou novamente para Itajaí e lembrei da situação vivida por nós, os curiosos, que fomos para um morro e lá de cima admirar os nudistas. Não dava para ver nada, ficamos frustrados e entramos na camionetona para ir para outro lugar. Meu primo Kleber dirigia e percebeu que não haveria possibilidade de manobrar a não ser descendo até a praia dos ditos cujos. Elegantemente ele nos falava: disfarcem pessoal, temos que ir até lá embaixo para virar a camionete. Lá chegando fomos recebidos por um manobrista mau encarado e que só sorriu sarcástico quando percebeu o tamanho do veículo. Se nossa intenção era ser discretos demos azar. Jorge teve de descer e pedir: vem, vem, vem mais. Agora para lá... isso, mais, mais, chega... Nunca vi um lugar tão apertado. Nós, dentro do veiculo ficamos vendo pessoas nuas de todas as formas tentando sorrir feito bocós (e não gargalhar como tinhamos vontade) como se tudo estivesse normal. Finalmente a camionetona ficou de frente para a saída e aí, então, a pequena Jamyle disse para a mãe (Kenya): Mãiinha, quero fazer xixi! A Kenya arregalou os olhos e afirmou com segurança: Ah não! Vamos para casa, ou então paramos lá em cima, na estrada, mas aqui não vou entrar. Dois segundos depois, como toda boa mãe que se preze desceu do veiculo e foi num restaurante ao lado perguntar sobre banheiro. Me lembro de ficar com pena da Kenya pelo constrangimento e acompanhá-la com o olhar de que estava ao seu lado dando-lhe apoio. De repente, bem ao meu lado havia um senhor passando muito óleo no corpo e nos olhando. Lidia e eu ficamos perplexas. Ele passava óleo na parte genital com muito empenho. O Kleber disse: Waninha, disfarce. Tentei, juro que tentei, no entanto, fiquei incomodada com a quantidade de óleo que passava no penis imaginando se seria saudável. Minha vontade era de abrir a janela e dizer: "Não seria melhor um bloqueador 280, senhor?" Até hoje fico imaginado como aquele pinto estaria no final do dia. Boa coisa não deve ter sido. Coitado! Nesse momento a Kenya voltou e lembro-me de ter perguntado se os garçons estavam nus ao que ela respondeu: "Não. Estavam todos de avental."
Foi muito boa aquela viagem. Aprendi muito e até hoje aprendo com experiencias vividas no sul.