Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.
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21 de set. de 2012

Dia da Titia

Depois de algum tempo afastada daqui, volto em uma data especial. 
Dia da Titia? Sim... Dia da única coisa que realmente eu sou nesta vida. TIA. É gente, eu tenho um dia para mim! E digo com toda propriedade, sou uma titia coruja. Amo meus sobrinhos do fundo do meu coração. mato e morro por cada um deles. 
Na verdade a data não é especial por ser um dia que se comemora a data da TITIA, mas sim do aniversário de uma pessoinha mais linda deste mundo.
Cinco anos de doçura. Ela com nome de rainha... a primogênita de um casal de primos/irmãos amados. Casal esse que nos deu essa linda menina... Sophia!! Uma sobrinha para lá de amada por todos, inclusive por essa titia aqui.
Parabéns Sophia
Que Nosso Papai do céu lhe cubra de muitas glórias nesta vida.
Que continue lhe agraciando com este sorriso contagiante, fazendo de você querida, a pessoa mais feliz deste mundo.
OBS : Fotos emprestadas da Titia Jujuba! Parabéns também titia pelo seu dia!

21 de set. de 2011

...e eu fui a 25 de março

Ontem tive o prazer de acompanhar minha irmã caçula na 25 de Março. Para falar a verdade se há um local que não faço o menor gosto de visitar em São Paulo é a 25 de Março. Acho uma rua confusa, caótica onde todos me passam a ideia de serem perigosos.

Fazia anos que lá não ia. A última vez foi com minha tia Waldeneuza para comprar bijoux. Minha tia tinha a desenvoltura, ao caminhar por lá, de quem sempre ali viveu. Incrível! Eu sempre achei que aquele local existia para me estressar.

Durante muito tempo odiava chegar perto, inclusive. Observei, no entanto, a uns 10 anos atrás, alunos meus achando o máximo visitar a 25 de Março e fazer compras por lá. Pensava com meus botões que era muito bom saber que procuravam um lugar tido e havido como mais barato e não os shoppings para consumir. No entanto não conseguia evitar certa perplexidade.

Voltando ao que me fez escrever devo dizer que continuo sofrendo ao ir a 25, ao passo que minha irmãzinha caminhava a passos largos e firmes em direção a locais que já conhecia e queria retornar. Tudo muito objetivo e simples. Mas para mim foi mais uma vez caótico. Vejo e ouço pessoas passando celeres tecendo comentários tais como: "Olha ali, la vem eles."  "Dispersa podem atirar" ...O queeeeeeeeee, pensava eu. Aonde? Cade? Meu Deus, não vejo nada. Um horror. Não nasci para isso. Perguntei para minha irmã o que estava acontecendo e ela disse: "Ninguém sabe, só eles é que vêem. Vem anda rápido, Wania. Não liga!"

Não consigo evitar de ouvir as coisas que acontecem ao meu lado. Sou uma pessoa que para necessária segurança pessoal ouve tudo e presta atenção a tudo. É um inferno. Não sei deixar de ouvir e ver o que se passa a minha volta, daí meu cansaço extremo.

É inegável que o que se compra ali é muito mais em conta do que em qualquer lugar. O que se vê em termos de variedades é infinitamente maior do que em outros lugares e aí é que esta o X da questão: dá vontade de comprar só para ter. Exemplo: que tal ter uma variedade de botões que nem imaginava existir? Lembrei-me da minha querida Sophia que ao se deparar com a caixa de costura de minha mãe disse: "Ai que bom! Eu tava precisando muito dessa linha, vovó" Isso do alto de seus 3 anos.
Para quem nunca foi valerá o videozinho que encontrei com boas dicas.

18 de abr. de 2011

A importância de se sentar no chão.

Sem duvida alguma uma das atividades mais saborosas que existe é sentar no chão. Comecei a observar tal coisa quando a dificuldade se apresentou uns anos atrás.

Muitos anos atrás sentava muito no chão. Sentava para ouvir as prosas dos parentes mais velhos que invariavelmente sentavam-se em cadeiras e nos sofás da vida; sentava para contar estórias para meus alunos, sentava para brincar como criança e com crianças, sentava para cantar nas serestas e serenatas, sentava no chão para esperar pais ou tios que iriam nos buscar no final das festas, sentava para papear, ler, ouvir, etc.

Comecei a perceber que estava envelhecendo quando a dificuldade para sentar no chão e, especialmente, ao levantar passou a ser atrós.

Creio sem chance de errar que quem me trouxe essa consciência foi a minha afilhada-sobrinha Sophia. That`s incredable! Como um ser tão pequeno com tão pouca idade nos põe sentada, de quatro e se bobear tentando virar cambalhota?

Para alcançarmos as crianças é necessário um boa dose de senta-levanta, sobe-desce e muita argumentação para provar que "eu-não-vou-caber-aí", meu bem!

Nesse ultimo final de semana fomos fazer uma atividade diferente. Fomos a Livraria Cultura, um dos meus lugares preferidos em São Paulo. Nessa livraria há eventos interessantissimos para adultos e crianças. Fomos ouvir estórias contadas sobre sonhos, sobre milho, sobre lagartas.

Tinhamos de sentar num quadradão roxo e Sophia não só queria que sentassemos mas como também queria sentar em meu colo formado por pernas cruzadas. Até aí tudo bem, gostoso, alegre e bem animado. O problema foi quando tudo acabou e todos levantaram-se rapidamente para buscar novas atividades, inclusive a Sophia que já fora do quadrado me chamava: vem Dinda, vem... E eu disfarçando tantando levantar sem fazer feio nem perder a elegância carregando duas bolsas e uma tacinha com chocolate, apavorada diante da perspectiva dela correr pelos labirintos de um grande dinossauro da loja.

Quando olhei para atrás percebi que eu era a ultima a sair do quadradão e cabisbaixa fui em direção da minha Sophia que falou rapidamente senta aqui Dinda... O `aqui` era um pé redondo-abaulado-estreito-amarelo "tisgo" de uma mesa para brincar com Lego e que sem duvida alguma foi concebido para bumbuns de até 5 anos. 

Foi uma lição e tanto a que eu vivi. Tentar levantar daquele pé foi algo que transcende qualquer raciocinio lógico. Mas vou dizer uma coisa para vocês: Se precisar e a Sophia quiser vou sentar com ela onde essa coisa fofa desejar. É mais valioso que a maior parte das coisas da vividas. êta nóis!

Com tantos pedófilos soltos me sinto absolutamente a vontade para proteger minha queridinha. Daí o rosto desfocado.





8 de set. de 2010

"Tinha era cansaço de esperança" Riobaldo

A quantidade de vezes que fico olhando esse lugar de escrever sobre meus queridos parentes é tão grande que vocês nem tem conta: Tem hora que penso em falar que acabei o Grande Sertão: veredas e que sou só pensamento; em outras me vem a tentação de começar a contar sobre o Tio Wilton que morreu faz 3 anos e que me ensinou tanto; e até contar uns ensinamentos de meu pai e minha mãe. Não está saindo e não sei por quê.

No momento estou feliz com a expectativa de ganhar mais um sobrinho ou sobrinha. Que seja tão fofo quanto a Sophia que (com seus quase 3 anos) de vez em quando, olha para mim e pergunta: Você é minha amiga? Que ao brincar canta na íntegra o Hino Nacional e ainda diz: Segunda parte, antes de iniciar a mesma. Que nos faz sentar no sofá enquanto se ajeita com um livro nas mãos para contar a história do lobo faminto e os Três Porquinhos.

Hoje é aniversário da minha sobrinha Júlia: 23 anos. Essa menina é um encanto mas não é bobinha, ao contrário, é esperta, inteligente e sabe o que quer.

Comemoramos seu aniversário ontem e foi muito gostoso ter nos reunido mais uma vez. Foi um daqueles momentos ímpares que só numa família grande acontece: Convidados de 2 anos até 84 anos todos num mix fantástico.

Obrigada Juju por mais uma vez ter tido a oportunidade de viver isso!

Aqui vai um flagrante da festa 9enquanto o restante do povo procurava a "veia da juia". Tradução: Velas da Julia.

21 de mai. de 2010

É campeã! É campeã!

Gente,

Não é o máximo ter uma sobrinha tri-atleta??? Aos 2 anos???

É a geração saúde , minha gente!!

Vejam as fotos

Assinado

Wanilda

http://www.webrun.com.br/fotos/commerceft/produto/lista/idEvento/601/idFotografado/531310?mdireito=nao
 
A modéstia me impede de tecer qualquer comentário. ahahahaha!

22 de mar. de 2010

Katya, querida Katya

Ficou bonito esse também, viu? Apenas deixe dessa forma mais um tanto de tempo, ok?
Estive no "xitio" do Mauricio nesse final de semana com a Sophia e seus pais, além da 1ª dama, of course. Sophia se divertiu bastante e descobriu infelizmente que uma vaca é algo absolutamente mal cheiroso. Demos o azar de levá-la numa fazenda de pesquisa onde as vacas não são para o leite e sim para o corte, portanto, haja composto nutritivos para engordá-las.

Foi um choque para nossa sultana (ou sultanesa) que só fazia caretas e dizia: "cheio ruim, não queio". Bom, nem ela nem nós. Certo?

Segue um retratinho para vc ver como está a fofura da Dinda e um entardecer no "xitio" (como ela diz).

Essa ultima foto é da primeira vez que Sophia foi a sitio e nós a apresentamos para a árvore que sua mãe plantou na ultima vez que veio em São Paulo. É um pé de romã.Lerdamente esquecemos de fotografar como está hoje.

Não esquecerei da proxima vez.

1 de fev. de 2010

Um pouco de exibicionismo não mata ninguém!

Levei um mês para terminar o presente de minha afilhada. Não custou nenhum centavo. Tudo foi reutilizado. No entanto, o sorriso que ela deu ao se deparar com o presente, não tem dinheiro no mundo que pague o valor exato.
beijim
Observação: Não tenho maquina digital, não tirar fotografias, mas fiz minha casinha-patchwork hehehe

21 de set. de 2009

Dia 21: Um sopro de rejuvecimento na familia

Na última década, após tantas perdas havia algo que me deixava muito desenxabida, ou seja, a ausência de rejuvenescimento em minha familia. Por mais que tivesse sobrinhos cada vez mais lindos a impressão que tinha era de que a familia estava envelhecendo muito rápido. Não dá para parar o tempo seja ele o interno ou o externo e eu me sentia cada vez menos criativa, menos forte, menos brincalhona, menos agil, menos esperta. O que nos permite renovar e atualizar é sem dúvida alguma uma criança. Exatos 2 anos atrás tiramos a sorte grande e recebemos um presente fantástico chamado Sophia. Que coisa fascinante. De uma hora para outra nossa casa ficou entupida de vida novamente e começamos a testar como andavam nossos reflexos, nossas pernas, nossos braços e nossa capacidade de lembrar de músicas e brincadeiras infantis. estamos todos apanhando muito pois a mocinha é de uma agilidade impressionante e sempre me dá a sensação de que tem 18 braços. Como estávamos enferrujados. Como sentar no chão é dolorido (Vinham perguntas em nossas cabeças do tipo como era mesmo que a gente sentava? põe a perna para lá e a outra pra... oops! Não dá mais para sentar pois ela já saiu correndo, espera Sophia...) Creio que me entenderão quando eu disser que é uma "dor gostosa" a que sentimos em nosso corpo. No mínimo é sinal de que ainda que as duras penas, conseguimos dar conta do ser humano que tem nessa idade o gás que a humanidade almeja. estou feliz, muito feliz por mais essa vida que nos preenche a todos e que tive a honra de ser convidada para ser madrinha-tia e tia-madrinha (Dindim como me nomeou). Parabéns pelos 2 anos de nascimento, Sophia, e obrigada por fazer parte de nossa familia, viu? Deus te abençoe! Eis um bolo-árvore só para vc já que hoje é o dia da arvore, também, não é? Beijinhos e um abraço Dindim!

2 de set. de 2009

Uma data importante para Sophia

Se há uma data importante em nossa vida é a primeira vez em que nos separamos de nossos pais. Para que?: Ir para escola!
Em nossa cabeça deve passar uma porção de coisas e, especialmente, por que devemos ficar, ali, sem eles.
Outras separações vão acontecer, afinal, faz parte do tal crescimento pessoal.
É curioso como nunca havia pensado nisso antes. Faltava amadurecimento? Talvez. É o fato de não ser mãe? Pode ser. .. Mas me recordo que ficava tentando saber de tudo sobre Aline, Arthur, Julia e Ramon...
Trabalhavámos insandecidamente e a mamãe, se não ajudava na adaptação, ajudava ficando com eles em casa. O que me permitia vê-los e observá-los. Durante muito tempo no começo de minha carreira como professora ficava pensando como devia ser dificil para os filhos e pais essa situação. Tentava a todo custo minimizar as dificuldades, mas sempre fiquei de coração apertado. Enquanto ficava inventando mil coisas para distrair as crianças pensava em quem estaria distraindo os pais. Hoje vejo e sinto que não são só os pais que sofrem, mas as madrinhas também. Principalmente se a afilhada mora longe.
Minha afilhada e sobrinha, Sophia, esta começando sua primeira semana de ir a escola e eu, não posso estar lá. Nem como tia, como irmã, como cunhada, como madrinha e muito menos como professora.
Ai deles (escola) se não os tratarem bem assim como sempre tratei meus alunos e aos seus pais. Irei lá com uma fúria jupiteriana-plutônica.
QUE SACO!

22 de ago. de 2009

...e a Sophia lembrou a importância do alerta!

A imagem ao lado é do dia 12 de agosto quando, teimosamente, eu tentava tirar uma foto dela com o celular. Estava uma belezinha naquele dia frio, mas também nervosa e não queria uma ' paparazzi' no seu pé. Revoltada com a perseguição, a espanholinha bateu a mão no gorrinho e o abaixou para os olhos, dá para acreditar? Pois essa guardarei para mostrar para ela e o grupo de amiguinhos quando tiver 14 anos e 11 meses e não com os 23 meses que fez ontem.
Vamos aos fatos. Ontem estávamos sentadas num dos raros momentos de conversa a mamãe, Ly e eu. E, como sempre, falávamos, falávamos e falávamos enquanto Sophia ia em direção a escada chamando-nos para que a acompanhássemos. Nós, com uma esperteza de deixar qualquer boquiaberto, avisávamos: "Cuidado, Sophia". "Não suba, sozinha". "Volta Sophia", continuando a conversar....
Como pano de fundo ouvíamos aquela vozinha falando: mamãeeee, vovóóóó, Dindiiii, Dindiiii. Sem gritos, apenas chamandos. Repentinamente a ouvimos dizer mais alto: Alôôô! E caímos na risada pela espontaneidade do chamado ( último apelo, acredito) para avisar que não só ia subir mas como já o tinha feito. Ah! Essas doces criaturas...
ALÔÔÔ! (Imitando Sophia) gostaria de alertar para o post do dia 19 de agosto, que o prazo para recadastramento será até amanhã 24 hs.
Bom bom domingo para todos!! Abraços e beijos.