Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.
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8 de nov. de 2011

Dia seguinte

As vezes fico triste comigo mesma ao perceber que abandono um projeto que gosto tanto que é falar de meus parentes e de nossas idiossincrasias... Vai ver isso é uma das minhas idiossincrasias, sei lá...

Na última vez que aqui estive comentei sobre um hábito familiar que temos em relação ao dia seguinte de um casamento. Na verdade não é bem assim. Temos o tal hábito do dia seguinte em todos os eventos que vivemos sejam casórios, bailes, churrascos, encontros, carnavais, batizados e  até funerais.

Por mais que estejamos afastados cada núcleo familiar faz isso sem importar se o clã irá se reunir ou não. Falo isso com a segurança de quem já viveu não um ou dois "Dias seguintes" mas de quem já viveu inúmeros, seja através do clã ou em cada núcleo parental.

Há algo de muito apetitoso nessa tarefa.

É nela que comentamos as "beudices"  de cada um, as belezuras de cada um, os envelhecimentos, as magrezas, as gordices, os remoçar, as posturas e os comportamentos. Não há maldade (ou será que há?) é simplesmente relembrar a dia anterior de um jeito mais leve e engraçado. Sempre rimos. Até nos funerais. Há uma capacidade inesgotável de comentários que fazemos que se fosse para lembrar de todos não conseguiríamos.

O mais legal desse nosso hábito é perceber como foi bom nos encontrar, como nos comunicamos exatamente como nossos antepassados fizeram. Creio que seja uma forma de nos manter vivos nas memorias que criamos. Que frase estranha que ficou essa, mas é isso aí que quis dizer mesmo.

As pessoas de nossa família, ou seja, os parentes mais velhos do que nós e que ainda existem costumavam dizer e acredito que ainda digam, que o melhor da festa é esperar por ela e não deixa de ter razão; no entanto, gostaria de registrar que o pós encontro também é bom. Se cada um registrasse uma linha do que significou aquele encontro ou o que mais reparou, viu ou percebeu, com certeza contribuiria para uma colcha de retalhos muito interessante e rica. Talvez o retrato mais fiel do que vivemos.

No próximo final de semana vamos para o 8º encontro parental. Não participei de todos mas me lembro até de coisas não vividas, não é curioso?

Até por lá pessoal! Dirijam, voem, andem com juízo para chegar lá e voltar para que possamos fazer do dia seguinte mais um dia bem engraçado e feliz.
Segue abaixo parte da parte presente no 7º encontro parental em 2010




10 de fev. de 2011

Que coisa linda!

Enviaram-me esse video. Um dos mais belos que ja vi. fala de amor mas do jeito que gosto: sutil, delicaado, profundo, atual e perene ao mesmo tempo.
Estou numa fase de repensar minha infãncia e adolescencia e de verificar o quanto nossa vida é completa com tantos parentes fazendo parte de nossas vidas para sempre, pois nessa idade, bem ao mal, todos estavam lá tornando a vida eterna como estrelinha. Não importa se têm manias ou não, idiossincrasias ou não, rabugice ou não. O importante é que todos existam...

O texto abaixo veio junto com o video e merece ser lido.
beijos

World Builder é um curta premiado. Criado pelo cineasta Bruce Branit,conta uma história de amor de forma fora do tradicional.


Um homem constrói um mundo virtual para sua amada. O filme levou um dia para ser filmado e dois anos de pós-produção.


MARAVILHOSO!

Para ver, rever, se emocionar...

http://www.branitvfx.com/worldbuilder/index.html

1 de fev. de 2010

Parentes queridos parentes

Durante algum tempo tive o prazer de me manter on line. Infelizmente, por motivos de força maior ficarei um bom tempo off line. Gostaria de agradecer ao meu irmão, André, que mais uma vez agiu como irmão e me permitiu vivenciar esse mundo não secreto que é o virtual. Algumas vezes passarei por aqui para deixar um alo e postar o Numero 2 da Tia Wayne que está me dando um trabalhinho especial para editar algo importante (com prazer, é claro).

Tenho cá comigo que só voltarei quando estiver descendo escadas desse jeito.

Descer com classe e elegância é para poucos. Creio que com esses atributos conseguimos voltar ao andar merecido e subir além do esperado.

Assim penso eu.

Até breve. e bejim

18 de dez. de 2009

Alargando os horizontes da memória!

Decidi que devemos mexer em varios baús. Dentro em breve irei remexer minhas memórias atrás dos Brandão. Estou construindo um elemento grafico que irá apresentar para os mais novos a hierarquia familiar e o encontro das águas: ALMEIDA e BRANDÃO.
Por enquanto, como se nada fosse, observem nossos parentes queridos parentes Brandão.
beijinhos


11 de set. de 2009

Falamos mal uns dos outros? ou queremos mal uns aos outros?

Uma das coisas mais curiosas para não dizer características de familias grandes é a mania que temos de falar uns dos outros. Sempre fiquei muito intrigada com isso. Desde pequena vi e ouvi pessoas da familia falando uns dos outros com uma regularidade espantosa. Aprendi desde cedinho que o silêncio era o melhor a fazer. Primeiro por que não adiantava nada eu me perguntar de quem falavam, do que falavam e por que falavam, afinal eu era criança e criança que se prezasse não deveria participar, saber, perguntar nada para os grandes. Isso era pecado mortal. Mas curiosamente, havia algo intrigante: nunca impediram que ouvissemos nada. Meu questionamento girava em torno de questões tais como: eles não tem medo que essas pessoas saibam? Nossa, que pena nunca mais vou poder visitar fulano, beltrano e sicrano? E agora? As vezes as pessoas tinham acabado de sair do ambiente e o povo (como chamamos grupos de pessoas num mesmo local) já começava a falar... Você viu só? Eu não disse? Beltrana estava certa quando nos avisou sobre isso e aquilo, não é? Achava esquisitissimo a postura dos adultos de então.
Será que hoje ainda é assim? Será? Tenho muitas duvidas afinal de contas a educação atual, muito bem comentada pela cantora que a Katya postou ontem, nos mostra claramente que a geração apos a nossa é diferente. Estou pensativa sobre isso desde ontem. Aconteceu um mal entendido ou sub-entendido que me deixou muito incomodada e meu pensamento voou longe pensando, pesando tudo o que aconteceu. Chegou tão longe que imaginei cenas muito tristes tais como: será que permanecemos como a geração anterior, adorando um "futrico"? Mas se não nos encontramos mais pessoalmente, talvez o querer ou a necessidade de falar mal permaneça, só que através da tecnologia. Foi um Toimmmm na minha cabeça. Pensava, ah, não é possivel, hoje somos adultos esclarecidos e não perderiamos tempo com tal coisa desprezível, pois pelo menos o pessoal da geração anterior não falava na surdina, na calada da noite ou como teens que praticam o bullying através de fakes na internet...
De repente pensei num bullying familiar. Será que existe? Na minha familia não creio, apesar de minha "viagem" noturna fiquei lembrando do quanto nos queremos bem, do quanto nos falamos de frente, do quanto nos alertamos sobre determinada coisa - ou seria engano meu? Minha prima Flávia escreveu um e-mail "cobrando" a participação de todos num determinado evento; eu, de minha parte, já imaginei que ela estava falando de mim, claro, de quem mais seria? Respondi de maneira enfática e à italiana como sempre faço, especialmente se estou ´menstruada mentalmente`, o que era o caso. NOSSA!! Foi um show de telefonemas, de desencontros, de atordoamentos, de mágoas, de explicaçoes etc e tal. Até que ao final da noite liguei para ela e conversamos civilizadamente e vimos que não era bem o que entendemos e ficou o dito pelo não dito.
Foi após esse telefonema que fiquei a refletir sobre os famosos diz-que-diz de familia até chegar a possibilidade (absurda é claro) de gente conversando através de programinhas feitos para esse fim. Não sei se acontece tal coisa, e se acontecesse creio com certa segurança que não seria o caso entre Flavia e eu, pois procuramos nos encontrar e limpar as duvidas by phone, aliás, diga-se de passagem mais da parte dela do que da minha. Telefonou tantas vezes para meu celular que para atendê-lo em determinada momento fiz um movimento exótico qualquer e caiu caixa para um lado, tampa para outro e bateria no banco atrás onde estava a bolsa. Duro foi montar tudo novamente e sem bula. Valeu pelo folclore.
Mas retomando o fio da meada, minha reflexão me deixou um tanto deprimida pois fiquei imaginando o quanto seria pequeno esse tipo de postura na familia. Temos nossas desavenças, desencontros de ideias, opiniões antagônicas, mas é isso que isso torna tudo muito rico quando pensamos nas situações vividas. No entanto, se por uma ficção cientifica isso estivesse acontecendo, minha tristeza não teria tamanho, pois não seria mais o caso de falar mal, mas sim de querer o mal, né?

3 de jan. de 2009

Falar de parentes

Tenho pensado muito sobre esse assunto. Não é novidade isso em minha vida já que parente é algo que tenho de monte e sempre terei. Também não é para falar mal de ninguém, nem contar detalhes escabrosos ou coisa do genero. Só quero falar da importância de se ter parentes. Vejo poucas pessoas referindo-se aos seus parentes, convivendo com eles e, o mais legal, aprendendo com eles. Acredito que o melhor seja começar do começo, isto é, quando comecei a ´memorizar` que minha familia era diferente de algumas outras. Ela era grande e eu precisava guardar muitos nomes e o mais dificil: que grau pertenciam. Eram tantos primos, tios que acabavámos dividindo todos em dois blocos, fora pais e avós, é claro: Um bloco era dos tios (todos os grandes) e o outro era o dos primos (todos que tinham o nosso tamanho ou menores). Minha mãe é a mais velha de 12 irmãos. Meu pai era o caçula de 3 irmãos sendo que se o mais velho não tivesse morrido eu não teria nascido. Explico: Minha casou-se a primeira vez com 18 anos e, 6 meses depois, ficou viúva e grávida de um filho que iria nascer com deficiência mental, o Waltinho. Meu pai, após uns 8 anos mais ou menos casou-se com minha mãe e passou a ser o pai do sobrinho dele. De meus avós paternos tenho poucas lembranças mas sempre boas. Todos aparentavam medo da minha avó mas eu não me lembro de nada ruim que ela pudesse ter feito. Meu avó era um homem bondoso e eu me lembro dele com uma bengala nas mãos. Minha mãe afirma que ele não usava bengala e que deve ter sido durante um periodo após um acidente que sofreu junto com meu pai e o Waltinho. Meus avós maternos estão presentes em minha memoria constantemente pois convivi muito com os dois. Meu avó tinha uns 14 irmãos, mais ou menos e minha avó não ficava atrás. Para complicar nossa vida todos eram casados e tinham filhos, assim como os filhos dos meus avós também, a exceção de 2 dos meus tios mais novos que demoraram muito a casar. O que esses meus dois tios mais gostavam de fazer era namorar e serem chatos com a gente, sobrinhos. Com eles aprendi que tio é alguém chato que aperta nossa bochecha forte, que faz a gente andar na lama quando não estamos com vontade, que puxam o elastico nas costas do nosso primeiro soutien e falam enquanto saem rindo: Usando soutien , heim? Eles nos dão apelidos esquisitos, mas também me ensinaram que são os primeiros a nos tratar como adultos também e mais do que isso acreditavam que eu já era capaz de me virar sozinha. Eu e todos os meus primos irmãos, que era a forma de dizer que eramos filhos dos irmãos de nossas mães e pais. Hoje devemos ser mais de 43. Começou a entender? Amanhã continuarei... A coisa começa a tomar jeito