Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.
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20 de mai. de 2010

Faz um ano que o tio Wolney morreu

... E dá para acreditar?
NÃO!

Sinto falta dele. Sinto falta de seu carinho comigo, de sua atenção para o que eu dizia, de sua insistência em me pedir  o banquinho emprestado ao me ouvir dizer: "Tio, e eu não me lembro de você me dizendo que o que entra em sua casa não sai mais?" Ria muito (para não dizer gargalhando) mas não me desmentia.

Há cenas impagáveis do tio Wolney em minha memória, tais como ele na piscina boiando naquele bóia preta enorme com os braços soltos sobre ela e as pernas para frente e se aproximando da borda suavemente como se não fosse fazer nada. Tenho uma foto dessa cena e ainda colocarei aqui.

Lembro-me dele rindo de alguma coisa gaita que tivesse observado ou ouvido ao mesmo tempo que esfregava uma mão na outra animadíssimo com o fato.

Lembro claramente de perguntar a ele, quando criança, como ele fazia para olhar tantas coisas ao mesmo tempo enquanto dirigia seu carro. Ele respondia com seriedade: "Você começa olhando pra frente, depois vai para o retrovisor, depois para aquele lá, em seguida olhe para o painel e vá para esse retrovisor e volta a olhar para frente e começar novamente. É facil, Waninha, é só ficar olhando em circulo, dá certinho". Me recordo de ficar treinando no carro parado e me perguntando como ele não ficava tonto e nem com o olho torto...

São detalhes, sem dúvida, mas que marcaram fortemente o que sou hoje.
Tenho muita saudade do tio Wolney
Sua benção, tio.