Tudo bem. Reconheço o abandono do blog.
Motivos há de sobra, mas não quero falar sobre isso no momento.
Para mim agora o fundamental é tentar cumprir pequenas promessas tão importantes para pessoas da família e para mim mesma. O curioso é que essas buscas e achados para o cumprimento de minhas promessas são tão reveladores que chegam a me emocionar.
Hoje falarei de uma tia muito complicada para mim: Tia Walderez. Talvez algumas pessoas tenham noção do quanto isso é motivo de superação e de crescimento pessoal, porém, outras nem cheguem perto. Problema de quem?
A Tia Walderez foi uma das tias que contribuiram e muito para o meu não casamento. Não há nada nisso de ofensivo, acusatório ou rancoroso nessa afirmação, ao contrário, tem de agradecimento e mais uma vez reconhecimento que parentes nos educam mais do que sonha nossa vã filosofia, certo? Uma mulher de personalidade forte e portanto dificil. Batalhadora indiscutível. E guardiã da familia com unhas e dentes.Só a idade e a maturidade nos permitem compreensões.
As mulheres, em minha familia, têm em sua maioria uma história a/c e d/c, ou seja, antes do casamento e depois do casamento. Claro que há o aspecto histórico-social nisso tudo, no entanto, para uma criança que se sentia feliz, observar tais transformações, era alerta de cuidado: Se quiser continuar assim permaneça assim falei muitas vezes para mim mesma; e assim foi feito até então.
Bom, mas vamos ao fato que gostaria de revelar. Há uma palavra ou conceito muito atual aqui em São Paulo que toda vez que ouço lembro-me dela: barista.
O que é um barista? Um barista, segundo pesquisa na Associação Brasileira de Café e Barista – ACBB,
é o profissional especializado em cafés de alta qualidade (cafés especiais), cujo principal objetivo é alcançar a "xícara perfeita". A definição vai longe mas quero me ater é esse trecho. Creio que poucas pessoas chegaram a "xícara perfeita" como tia Walderez o fazia no tempo em que frequentava sua casa. E até hoje me pergunto como podia ser? Como entre tantas tias, primos e primas ela se sobressaia tanto? Estudou a respeito? Nãe sei. Mas acredito que fosse através de um saber válido e que tão poucos dão valor infelizmente, que é a intuição. Há algo que se passa entre o olfato, o tato e a coordenação que suplanta todos os conhecimentos e estudos academicos. Não tenho dúvida. Fazer um café de pó comum, com qualquer coador de pano com água da torneira (ok! é água de Minas e não de São Paulo que tem gosto de BHC de vez em quando) e transformá-lo em algo sempre surpreendente é fantastico, não tem preço.
Hoje talvez fosse a barista em SP e MG de maior sucesso. Isso que hoje tem nome tão chic não passava em Minas de fazer um cafezim e só. Que humildade. Aprecio esse pequenos luxos e acredito que muito do meu rigor ao tomar cafés seja por que um modelo bom da xicara perfeita da Tia Walderez.
Outra coisa: Descobri com a música que ela gostaria tanto de ouvir que é uma pessoa romântica mas não demonstrava; que curioso... Demonstrar não quer dizer deixar de ser, certo moçada?