Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.
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20 de nov. de 2014

XI Encontro dos Primos

Chegou o dia. 15/11/2014. Dessa vez no Encontro foi no sitio do Waltinho Brandão, lá no Machadão em Paraisópolis. Como em todos os demais tornou-se inesquecível.

Nesse encontro houve algo que confirma minha tese de que parentes ensinam mais do que imaginamos. Uma idéia muito legal de minha irmã Wanilda serviu de lição para as meninas e, por que nao dizer, para os meninos também.

Em primeiro lugar perceberam que gente grante conhece umas coisas muito legais que fazem todos esquecerem do celular. Iupiiiiiiii! Viva nós!
Vejam o texto abaixo de Wanilda e entenderão.

"Há onze anos minha família mineira agita um grande e prazeroso encontro dos primos.

Neste último fim de semana nos reunimos novamente em Paraisópolis, sul de Minas Geraiscidade onde nasci, para mais uma vez desfrutarmos da alegria, de abraços, e para matar a saudade.

Vem primos da Bahia, de Santa Catarina, de São Paulo, de Campos do Jordão, enfim, decabo a rabodesse Brasil de meu Deus!

Para a farra deste ano propus à mulherada uma "horinha de bordado e uniãopara construirmos uma toalha em patchwork! E elas toparam!

Entreguei, então, a cada uma delas, um paninho para que fosse desenhado o contorno de sua mão esquerda. Aí, sem censura e com alegria, a dona da mão foi convidada a bordá-la!

As mulheres presentes puderam, felizes, colocar as conversas em dia e, também, saborear o cafezinho com biscoitinhos bem mineiros!

Às que não puderam comparecer, tratei de lhes enviar um convite-paninho. E olha como mineira é rápida! receberam o insumo necessário para participar da nossa toalha, e aguardo o resultado de cada uma para sentar na máquina e montar a toalha Mãos das mulheres da nossa família.

Esse produto final será exposto para todos os primos no encontro de 2015.
Vou contar uma coisa: foi uma tarde muito agradável e divertida.

As que nunca bordaram na vida contaram com a ajuda das mais experientes! Aquelas que achavam que não tinham nenhuma habilidade, por fim, conseguiram nos matar de rir e produzir um bordado muito interessante! E as bordadeiras de longa data nos encantaram com sua destreza e seu capricho.

Observar as bordadeiras octogenárias mantendo seus olhos na agulha e, simultaneamente, conversando e rindo, foi emocionante!

Desde pequena tenho as irmãs da minha mãe como exemplo de vida.
Elas sempre bordaram, sem linha e agulha, no seu dia a dia, a honestidade, a coragem, a e o amor pela família.

Minha homenagem e meu agradecimento às tias Wilka, Waleska, Waldeneuza, Waldyra, Wayne, Wenilse e Walderez, e a minha mãe, a mais velha das irmãs Almeida, por ter me ensinado a enfrentar a vida com a cabeça erguida e com trabalho, muito trabalho!

O meu abraço agradecido a todas as mulheres da família que colaboraram com o projeto.

Pelas fotos para ver o quanto são especiais!"











Ah! Onde está Wally? Isto é, o celular? Procurem.

23 de jul. de 2010

Lembranças súbitas

Estavamos almoçando aqui no sitio do amado quando a mamãe lembrou de algo e falou: "Não sei por que lembrei disso... mas uma vez o tio Figango (tio dela, filho do avô Brandão) não estava passado muito bem na cidade, aliás não estava nada bem. Quando apareceu um empregado levando noticias do Brejo Grande aproveitou o ensejo e pediu para que o acampanhasse até o banheiro. No meio do caminho o tio caiu no chão pois até o empregado não conseguiu segurá-lo. Diante do fato ele disse para para o empregado: "Ah! Tô morto" ao que o empregado disse: "Então, reza comigo. Pai Nosso...." Só podia ser na nossa familia...

11 de jan. de 2010

Para alguem que gosta de dançar 1

Já faz algum tempo pedi para as minhas primas de Campos do Jordão tentar saber junto à mãe delas, tia Wayne, qual era verdadeiramente a diferença entre Almeida e Brandão.
Desde pequena ouço uma classificação curiosa em família que é dizer: "Fulano é totalmente Brandão, mas Beltrana é Almeida sem tirar nem por". Apesar de muito intrigada nunca cheguei a perguntar objetivamente a nenhum de meus queridos parentes.

Com o advento do blog e minha tentativa de deixar os bons exemplos registrados reativei a curiosidade.
Passado um tempinho, a Flavia me enviou as seguintes palavras de tia Wayne (irmã de minha mãe Waldete):


"Duas famílias diferentes, mas que nos completaram para que fossemos singulares. Os Brandão levando dentro de uma pachorra a vida com carinhos que tinham quando éramos crianças. Os Brandão não tinham aquela organização dos Almeida, mas distribuíam proteção e companhia.
Os Almeida impecáveis, deixando os bancos da cozinha lindíssimos, a horta varrida e mantendo o nome do pai dentro de uma conduta exemplar. Eram também tranquilos para nos levar adiante com carinhos de quem já tivera um pulso firme para que fossemos dignos em tudo.
Consegui ver a meiguice de Tia Mariazinha e de tia Ursulina. O desprendimento da Laurinha e a preocupação de Tia Zilda se íamos ficar lá, ou se íamos comer na casa da irmã, pois o marido (creio que o nome q ela escreveu aqui é Lodonho) dentro de sua pão durice deixava Tia Zilda com o mesmo valor.
O Joaquim Soldado em afronta para o Vovô Quim, foi um maridão para tia Mariazinha, leal, espontâneo e amigo de todos. Todos nós o adorávamos com sua voz alta, seu bule na mão enquanto tinha café. " 


Conta Flavia que: "ele monopolizava o bule... Disse a mamãe, que tinha a xícara numa mão e o bule noutra. Colocava o café e bebia, colocava café, bebia... e assim até acabar o café e ninguém mais bebia!!!". Igualzinho Tio Wilton, (irmão de tia Wayne) que nos mandava fazer limonada, e quando ia com o copo, ele pegava a jarra e bebia nela mess. Ele sozinho com a jarra, e nós, mais ou menos uns 6, com somente um copo pra dividir!



Continuou: Ela me contou que esse Tio Joaquim (Soldado) quando pediu tia Mariazinha em casamento, a família ficou em "porvorosa", pois ele era um SOLDADO!! E que quando foi pra eles casarem, o pai dela (esqueci o nome), avô de nossas mães, ficou doente e o Vô Dito montou um altar pra que Tia Mariazinha casasse dentro de casa pra que o pai pudesse participar do casório.
Minha priminha terminou dizendo: "Depois tem mais. Creio que terei que comprar um mini gravador.... Minha mãe lembra de histórias deliciosas.... e faaaaaala mais que a boca.
O relato continua, mas resolvi parar por dois motivos: O primeiro é que a Flavia conseguiu algo raro que é mostrar nossa família proseando sem parar mesmo através da escrita e em segundo para fazer algo que venho procrastinando faz tempo (vide videozinho "Procrastination" abaixo).

Independentemente de saber a verdade classificatória havia outro interesse que me corroia por não ter dado tratos a bola ainda: Minha tia Wayne.
Incrível, mas essa é uma das minhas tias-modelo (todas foram e são). Observação: quando falo em modelo me refiro a molde, algo ou alguém que serve ou pode servir de modelo ou de exemplo, ok?.
Por isso esse post será dividido em duas partes, como foi o caso das meias de seda.

Eu queria ouvir a voz de minha tia, seu jeito, torná-la presente em minha vida novamente, pois faz muito tempo que não nos encontramos. E foi assim, através da escrita e da Flavia, que consegui fazê-la presente e chacoalhar minha memória.

Penso que já começou a funcionar, pois nunca consegui pensar nela sem sorrir. E é isso que faço nesse instante.

Pessoal, Desculpe-me pela lerdeza mas o post adquiriu vida proria e se bagunçou um tanto. Agora está ajeitado. Se observarem algum erro me avisem por favor.


8 de jan. de 2010

A mamãe, eu, os Brandão e os almoços

Já não é de hoje que peço a minha mãe que relate o que ela se lembra dos Brandão (o lado da nossa avó Hilda, the star). Há muito a ser lembrado e exposto mas é importante ir "devagar com o andor pois o santo é de barro". Não quero que ela misture fatos e dados, então é necessário esperar ela parar de rir primeiro para depois ir contando as histórias vividas entremeadas de novas risadas. Sem querer ela escolheu o almoço para contar o que lembra  A Maria e eu ficamos aguardando com paciência (com medo que engasge) para no final rirmos também.

Ontem ela contou de uma festa de 25 anos de casado (acredito que seja de avó Dito e avó Hilda). Baixou o mundo em Paraiso como só poderia ser. Tia Jenny (sabiam que o nome se escreve assim? Até hoje acho estranho) foi a encarregada de ver lugar para o povo todo. Foi um tal de colocar fulano num quarto , beltrano em outra casa, sicrano sabe-se Deus onde  só sabe dizer que foi uma trabalheira danada a que a tia assumiu, até que, perplexa, notou que não tinha sobrado lugar para ela... E toca a rir enquanto a Maria e eu perguntamos: Coitada, mas onde ela dormiu, então?
E da-lhe risada! Até que ao final e ao cabo descobrimos que ela dormiu em cima da mesa na sala de jantar... Quer mais? Isso é que é hostess, fala a verdade.

Hoje, quando sentei a mesa para o almoço ela já estava rindo... Que foi, mãe? perguntei. Estava aqui lembrando do dia que viajei de trem com tia Marocas (Maria Brandão) para Belo Horizonte para encontrar tia Filinha (Ormila Brandão) e voltar  para casa. Não houve meio de saber o que elas foram fazer em Belô além de pegar tia Filinha.

Segundo ela, lembra-se bem do tio Lincoln a toda hora dizendo: Não põe o braço para fora, Waldete. E ela, não entendia o que ele tentava dizer. Para fora de onde? Demorou um tanto para que pudesse entender...

Mas, enfim, o auge foi a volta.  Fiquei imaginando a cena e deu para ver claramente a situação. Ao chegarem na estação havia um trem parado e tia Marocas decidiu que era aquele o trem para Paraiso , entraram, sentaram e partiram. Quando o (branco!!!!...não me lembro como se chamava o senhor que vinha verificar as passagens) moço ao pegar as passageens disse que estavam enganadas, pois o trem onde estavam ia no sentido contrario ao que pretendiam ir. Nessa hora a tia Filinha começou a cutucar a mamãe e a a dizer: ó...ó..ó.. só a cara da ´Maroca`...ó! A mamãe fazia um esforço danado para não rir e tia Filinha a insistir: "Vê se pode, oia só a cara da Maroca!" Pararam na estação seguinte, atravessaram para o lado de lá e tia Marocas quieta; entraram no outro trem e as duas continuavam iguaizinhas: Uma falava ó...ó...ó a cara da Maroca e a outra muda. A mamãe? tentava parar de rir... Vai se a coisa virasse para ela, não é?

Terminou dizendo: Sabe que passei dias indo pra frente e pra tras? Acho que era o balanço do trem, né? Nunca tinha andado naquilo

18 de dez. de 2009

Alargando os horizontes da memória!

Decidi que devemos mexer em varios baús. Dentro em breve irei remexer minhas memórias atrás dos Brandão. Estou construindo um elemento grafico que irá apresentar para os mais novos a hierarquia familiar e o encontro das águas: ALMEIDA e BRANDÃO.
Por enquanto, como se nada fosse, observem nossos parentes queridos parentes Brandão.
beijinhos