Fazia anos que lá não ia. A última vez foi com minha tia Waldeneuza para comprar bijoux. Minha tia tinha a desenvoltura, ao caminhar por lá, de quem sempre ali viveu. Incrível! Eu sempre achei que aquele local existia para me estressar.
Durante muito tempo odiava chegar perto, inclusive. Observei, no entanto, a uns 10 anos atrás, alunos meus achando o máximo visitar a 25 de Março e fazer compras por lá. Pensava com meus botões que era muito bom saber que procuravam um lugar tido e havido como mais barato e não os shoppings para consumir. No entanto não conseguia evitar certa perplexidade.
Voltando ao que me fez escrever devo dizer que continuo sofrendo ao ir a 25, ao passo que minha irmãzinha caminhava a passos largos e firmes em direção a locais que já conhecia e queria retornar. Tudo muito objetivo e simples. Mas para mim foi mais uma vez caótico. Vejo e ouço pessoas passando celeres tecendo comentários tais como: "Olha ali, la vem eles." "Dispersa podem atirar" ...O queeeeeeeeee, pensava eu. Aonde? Cade? Meu Deus, não vejo nada. Um horror. Não nasci para isso. Perguntei para minha irmã o que estava acontecendo e ela disse: "Ninguém sabe, só eles é que vêem. Vem anda rápido, Wania. Não liga!"
Não consigo evitar de ouvir as coisas que acontecem ao meu lado. Sou uma pessoa que para necessária segurança pessoal ouve tudo e presta atenção a tudo. É um inferno. Não sei deixar de ouvir e ver o que se passa a minha volta, daí meu cansaço extremo.
É inegável que o que se compra ali é muito mais em conta do que em qualquer lugar. O que se vê em termos de variedades é infinitamente maior do que em outros lugares e aí é que esta o X da questão: dá vontade de comprar só para ter. Exemplo: que tal ter uma variedade de botões que nem imaginava existir? Lembrei-me da minha querida Sophia que ao se deparar com a caixa de costura de minha mãe disse: "Ai que bom! Eu tava precisando muito dessa linha, vovó" Isso do alto de seus 3 anos.
Para quem nunca foi valerá o videozinho que encontrei com boas dicas.