Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.
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22 de dez. de 2009

São Paulo/Capital: Não é para tese. Merece tratado!

Quando confessei minha antipatia pela criatura Papai Noel recebi uma serie de comentários pertinentes que aproveitei para sentir melhor minha familia. Uma coisa é clara: Há religiosidade nela assim como acontece com os mineiros e seus descendentes.
Esses ultimos dias vivi duas situações interessantíssimas: a primeira foi durante a leitura do Caderno Vitrine da Folha de São Paulo. O título da materia é JÁ DEU (ADEUS, ANO VELHO) Palavras, discursos, estilos, roupas e outras coisinhas mais que gostaríamos de aposentar em 2010, em função do seu uso excessivo em 2009. O (ou a) jornalista captou bem a overdose de coisas que vivemos em São Paulo. Alíais, como São Paulo é monumental tudo é exaustivamente monumental, inclusive as repetiçoes. É terrível a quantidade de vezes que se ouve, ve, diz e le palavras ou expressões como: CUSTOMIZAÇÃO, ECOBAG, CUPCAKE, ESPAÇO GOURMET, HARMONIZAÇÃO (ninguem , infelizmente harmoniza em silêncio) LOJA CONCEITO, VINTAGE, NUDE (o ex dado pela Folha é "quero aquela saia cor de pano de chão encardido" adorei.), PREMIUM, SARUEL entre outras. Dei muita com a pertinencia do artigo e com a coincidencia em relação ao que sinto. Particularmente acrescentaria FOCANDO que sempre me remete a uma foca em ação, além de umas duas ou três que me provocam alergia.
A segunda foi hoje. Fui ao supermercado e parei em frente a outro carro. Ao acabar de fazer a manobra olhei para frente e não acreditei no que vi.
O titulo do post me ocorreu na hora com que me deparei.
Para que não me considerem irrascível, impaciente, velha, fechada ao novo, aqui vai a foto com meus votos de Boas Festas a todos!


7 de dez. de 2009

Natal, Waldeneuza, Katya, meu papai, Cristina e o xixi-coco

Tomavamos o café da tarde como sempre nesse domingo dia 06 de dezembro. Conversa vai conversa vem, mamãe teve um daqueles acessos famosos da familia de começar a rir por se lembrar de algo vivida uns aninhos atrás, sem conseguir parar. Aguardamos e assim que ela conseguiu se controlar, nos contou que num dos Natais passado, lá casa da vovó na cidade, na hora da ceia tia Waldeneuza chegando com a familia para cear. Até aí tudo bem e normal. O único fato atípico era que não só estava grávida mas como também calma como um lago Titicaca (mais ou menos como a Wanilda, não é mãe?Ou seja, tem a contração e decide lavar a cabeça e, detalhe, secar o cabelo enquanto o André - nosso irmão- cronometrava as contrações? Sim, disse, é isso mesmo, fazer o que?).

O problema é que o Adenir, meu pai, estava sentado a mesa e começou a ficar um pouco tenso. Ficar tenso para o meu pai era algo mais ou menos como:  temos de sair daqui já! Ele agachava e perguntava para minha mãe, Waldete, por que sua irmã não vai para onde deve? E minha mãe dizia, sei lá, ela quer cear conosco, fazer o que? Minha tia se mostrava tranquila rindo, falante (e acredito "escutante" da preocupação de meu pai) demosntrava casa vez mais, que não pensava em sair dali tão cedo, pois daria tempo. Perguntei onde estava tio Antonio e me respondeu: sentado a mesa. Não estava preocupado com a tia, mãe? Não, fazer o que? Em minha santa inocência , perguntei para onde ela deveria ir, onde era o hospital? Que hospital, minha filha? Ela tinha de ir para casa e chamar a parteira, fazer o que ?... Pensei com meus botôes: se eu estivesse lá grudaria no meu pai. Mãe, mas não havia perigo dela ter de deitar na mesa, sobre o peru e parir? Sim, havia, mas fazer o que? E onde era a casa dela, mãe? Ah! Era lá perto do colegio das freiras... E como ela acabou indo? Não lembro se ela foi a pé ou alguem levou, não sei, só sei que seu pai estava tão nervoso e tão preocupado que acho que ela resolveu  naquele momento nos dar Katya como afilhada. Começamos a rir imaginando a cena com os participantes naquela mistura de sentimentos, emoçoes, preocupações que dominam nossa familia em determinadas situaçoes e falando mais que a boca.

Meu pai era um ser em pânico diante de qualquer problema de saúde de qualquer pessoa. Lembro-me dele sempre tomando providências FORA da casa e LONGE do problema, pois havia chances enormes dele desmaiar. Continuamos a rir e conversar, sabem como é, não é? Quando alguem lembrou de uma viagem minha para Itajaí com uma amiga e na sequencia: o cocô da Cristina.

Havia um ritual interessantíssimo na casa de meus primos Klaber e Dalva. Num dado momento a Cristina, um toquinho de gente fofíssimo de um ano e pouco pegava seu peniquinho colocava próximo da mesa do café da manhã, onde nos encontravamos, sentava e começava a fazer suas necessidades básicas. Nos olhávamos para ela acreditando que fosse se constrager e nada, continuava numa boa sem dizer uma palavra observando-nos com seriedade. De nossa parte procurávamos revelar nossa compreensão fazendo um esforço danado para nao engasgar na tentiva adulta de revelar naturalidade e não cair na gargalhada, fazer o que? Durante os dias que lá estivemos essa cena aconteceu 98% dos dias, portanto, muito dificil de esquecer, sinto muito Cris.

E daí? qual é a necessidade de escrever sobre isso? Nada de mais. E só para relembrar que no dia 25 de dezembro a Katya nasceu e não é a toa que gosta tanto de familia, de festa, de enfeites e para explicar o fato dela, as vezes, ser um pouco `dramática`, `preocupada` e aflita: foi a energia passada pelo meu pai. Além do mais é para lembrar que em nossa familia acontecem tantas coisas simultaneas que sair do Natal e parar no penico da Cristina é normal, fazer o que?
beijos pessoal!

4 de dez. de 2009

Há um nó dentro de mim*

*Titulo copiado de um poema de um menino turco de 8 anos
Ontem peguei o jornal e consegui ir até o fim sem jogá-lo longe assustando quem esta ao meu lado. Não li todo, aliás, penso que o que mais fiz foi abertura de braços quase sem parar, ou seja, uma ginástica melhor do que as feitas no dia a dia. Parei quatro vezes para ler o que chamou minha atenção e curiosamente não li nenhum artigo de articulista político, econômico, entre outros. O que li foi um artigo de um psicanalista, de uma neurologista, de um maratonista e de uma psicóloga educacional. O resto não era lucro, não era bonito, era a mesmice de sempre. Ao final e ao cabo percebi que estava com uma profunda antipatia e horror de Papai Noel. Nas propagandas e nos textos que vi lá estava a figura-criatura rindo como se me chamasse de bocó insinuando perguntas dando sugestões sobre os presentes que devo comprar para nós e para o diabo que o carregue.... Não agüento mais Papai Noel. Eles estão em todos os lugares subindo pelas paredes, escalando telhados, dançando, cumprimentando em mandarim, se enforcam enrolados em barbantes, assobiando, mostrando a bunda e fazendo ho ho ho ho, como imbecis. Estou chata? Ainda não viram nada. Devo estar mesmo, mas não dá mais para suportar uma cidade como São Paulo cheia dessa criatura em sua casa-criatura, sua roupa-criatura, seu trenó-criatura, suas renas-criaturas (nunca conheci uma de verdade nem no zoo). Pasmem! Há renas mexendo cabeças em jardins de prédios, nas janelas dos edifícios, em parquinhos, açougues, hospitais e delegacias. A sensação que tenho é que eles vão me engolir, portanto, horror é o sinto dessa figura e já faz um bom tempo. Podem me chamar de tudo quanto é coisa por pensar e externar o que sinto: louca, maluca (essas duas já estão gastas), mau humorada, ranzinza, desagradável, estraga-prazer, chata, individualista, sandeu, quarta-feira, surda, falante, bocuda (adoro essa) entre outras crenças tidas e havidas na família. Não estou nem aí!
Puxa vida, Wania, você não gosta de Papai Noel? perguntará o inocente. Não! Não mais! Infelizmente não se multiplicou com a criatura a magia que permeava seu simbolismo. O fascínio acabou. Virou competição. Não acredito mais em papai noel e tenho pena das crianças que começam a escrever cartinhas com pedidos para a criatura que vêem a todo instante. Tenho certeza que devem pensar pra quê escrever se posso falar? Posso mandar um e-mail? Crianças de hoje não sabem o que são cartas, pô! O que é demais cansa. Observo que ao longo do ano determinados locais permaneceram com decoração natalina o ano todo. Por que será? Vejo judeu, mulçumano querendo fazer parte da farra, como me disse um... Farra? Pensando bem, parece que é mesmo...
Papai Noel suplantou o significado de Natal. Matou o Natal, engoliu o Natal. Oh! Mas é uma belezinha... Você acha? Eu não acho mais... Quem é São Nicolau? Sei lá, dizem alguns... A figura do Papai Noel foi criada por um cartunista da Harper´s em 1867 e coca-cola de rolha.
Nunca fui crente nem religiosa fanática. Diria que na maior parte da minha vida fui agnóstica, no entanto, respeito tradições, pois acredito em sua razão de ser, de existir. Minha amiga Inez afirma com categoria que nem tudo que é tradicional é arcaico.Ela tem razão. Pensem nisso. O que é o Natal hoje em dia? Presente-desejado, presente-cobrança, presente-culpa, presente-obrigação; presente-modelo-viu-como-eu-sou-rico; presente-modelo-comigo-ninguem-pode; presente-comprador-individado; presente-sacanagem; presente-minha-mãe-que-comprou-não-tenho-nada-a-ver, presente-tapa-buraco, presente-rodizio, entre outros.
Não vamos nos esquecer que eu gosto de dar presente como já disse anteriormente. Mas gosto mais ainda de manter os conceitos corretos sobre as coisas. Exemplo: Corrupção é roubo é imoral e ilegal, Dinheiro de extorsão colocados em locais inimagináveis e imagináveis significa uma coisa só: falta de caráter. Matar é crime. Amor é lindo. O Natal quer dizer data comemorativa do nascimento de Cristo. E assim por diante... Encontrei num Site[i] uma coisa bem legal sobre a História de Natal: “A palavra CHRISTMAS (como o Natal é chamado nos países de língua inglesa) deriva da expressão...” siga o link (ops! ele sumiu)e de uma lida. Infelizmente, no hemisfério sul não dizemos dia de Cristo o que complica um pouco mais. A partir daí me veio à cabeça: quantos são os presépios que vemos por aí decorando vitrines, casas, entre outros locais? Por que estamos alterando o sentido, o significado do dia 25 de dezembro? Quem nos deu essa autorização? Deixou de ser a data em que se comemora o nascimento de Cristo para ser o dia de ganhar presente? Há uma prepotência predominante, penso eu. Qual seria? Vamos lá gente, pensando... Que referências têm sobre esse dia? O que ensinamos para as crianças? Contamos da necessidade de sermos bons, respeitadores para sermos merecedores ou não de presente? Ou dizemos vá arrumar seu quarto ou fique aí parado por 24 horas senão o papai Noel não traz presente...
Sabe, foi feita uma pesquisa internacional para saber se as pessoas valorizam o que damos a elas e o resultado não me espantou. Diante da questão (no Brasil): quanto você estaria disposto a pagar pelo presente que recebeu em 2008, chegou-se a conclusão que pagariam 47% a menos, ou seja, como afirma Contardo Calligaris, 47% dos gastos dos presenteadores não produziram valor nenhum. Nada!
Vou além: Será que podemos fazer um testezinho e perguntar no Natal 2009: Você gostou do presente que ganhou no ano passado? Usou? Aproveitou? Quem se arrisca a ouvir isso lembrando exatamente o que recebeu daquela pessoa? Não temos tempo para ficar com nossas pessoas; não queremos ouvir nada; não agüentamos ouvir sem interromper, não curtimos a presença do outro, não comemoramos verdadeiramente nada. Alguém teve paciência para ouvir músicas natalinas? Ou só queríamos abrir pacotes e rapidamente guardá-los em sacolas para que não se extraviem no caminho para casa. Isso me irrita, pois parece um marché-aux-puces.Pode falar, sou pedante mesmo; quis dizer feira livre. Estou com uma dificuldade enorme de lembrar de como meu presenteado recebeu meu presente. Não deu tempo de ver sua fisionomia. Pode ser gastura.
Minhas irmãs são muito criativas e esse ano, em particular, gostei da idéia que colocaram em pauta. O negocio é o seguinte: Wanilda tem uma colega de trabalho com família grande que tematizam o Natal. Escolhe-se um tema, tais como: branco, R$1,99, supermercado, papelaria, banca de jornal e após escolha do tema, cada um dos presentes pega um papelzinho com o nome do felizardo para entregar-lhe um mimo que não poderá ultrapassar R$ 15,00 (quinze reais)do tema em questão. É isso mesmo! Temos de ser criativos, é claro. Isso é demonstração de carinho e respeito por quem não tem “conções”, como diria o Waltinho na tentativa de dizer condições, de bancar, gastar, financiar qualquer coisa. E mais, dessa vez pode ser que o felizardo receba um presente que nem imaginava que gostaria de ter. Não seria o máximo? A Katya me fez recordar que aprendi muitas musicas de Natal quando criança. Verifico que ainda sei de cor, mas, infelizmente, esqueci de ensinar para meus sobrinhos. Segue abaixo algumas letras...
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Noite Feliz
Noite feliz, Noite feliz, O Senhor, Deus de amor, pobrezinho nasceu em Belém. Eis na lapa Jesus, nosso bem. Dorme em paz, oh Jesus. Dorme em paz, oh Jesus. Noite de paz! Noite de amor! Tudo dorme em redor, entre os astros que espargem a luz, indicando o Menino Jesus. Brilha a estrela da paz. Noite de paz! Noite de amor! Nas campinas ao pastor, Lindos anjos mandados por Deus, Anunciam a nova dos céus; Nasce o bom Salvador! Noite de paz! Noite de amor!Oh, que belo resplendor Ilumina a o Menino Jesus! No presépio, do mundo eis a luz, Sol de eterno fulgor!

Jingle Bells

Hoje a noite é bela Juntos eu e ela Vamos a capela Felizes a rezar.Ao soar o sino Sino pequenino Vem o Deus-Menino Nos abençoar.Bate o sino pequenino sino de Belém Já nasceu o Deus menino para o nosso bem!É Natal, é Natal sininhos de luz! Replicai, badalai que nasceu Jesus! Paz na Terra pede o sino alegre a cantar!Abençoe, Deus Menino sempre o nosso lar! Brilha, brilha lá no céu Brilha, brilha, lá no céu, A estrelinha que nasceu. Logo outra surge ao lado Fica o céu iluminado. Brilha, brilha, lá no céu, A estrelinha que nasceu

Anoiteceu

Anoiteceu, o sino gemeu,a gente ficou, feliz a rezar.Papai Noel, vê se você tem,a felicidade prá você me dar.Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel.Bem assim felicidade, eu pensei que fosse uma brincadeira de papel.Já faz tempo que pedi, mas o meu Papai Noel não vem.Com certeza já morreu ou então felicidade é brinquedo que não tem.

Natal das Crianças

Natal, Natal das crianças Natal da noite de luz Natal da estrela-guia Natal do Menino Jesus Blim, blão, blim, blão, blim, blão... Bate o sino da matriz Papai, mamãe rezando Para o mundo ser feliz Blim, blão, blim, blão, blim, blão... O Papai Noel chegou Também trazendo presente Para a vovó e o vovô

Bom Natal

Quero ver você não chorar, não olhar pra traz, nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor vencer, mas se a dor nascer você resistir e sorrir. Se você pode ser assim, tão enorme assim, eu vou crer. Que o Natal existe, que ninguém é triste, que no mundo há sempre amor... Bom Natal, um feliz Natal, Muito amor e paz, pra você. Pra você...

Foi na noite de Natal

Foi na Noite de Natal noite de santa alegria caminhando vai José caminhando vai Maria. Ambos vão para Belém mais de noite que de dia e chegaram a Belém já toda a gente dormia Buscou lume S.José pois a noite estava fria e ficou ao desamparo sozinha a Virgem Maria Quando S.José voltou já viu a Virgem Maria com o Deus Menino nos braços que toda a gente alumia.

Noite Feliz

Noite feliz, Noite feliz, O Senhor, Deus de amor, pobrezinho nasceu em Belém. Eis na lapa Jesus, nosso bem. Dorme em paz, oh Jesus. Dorme em paz, oh Jesus. Noite de paz! Noite de amor! Tudo dorme em redor, entre os astros que espargem a luz, indicando o Menino Jesus. Brilha a estrela da paz. Noite de paz! Noite de amor! Nas campinas ao pastor, Lindos anjos mandados por Deus, Anunciam a nova dos céus; Nasce o bom Salvador! Noite de paz! Noite de amor! Oh, que belo resplendor Ilumina a o Menino Jesus! No presépio, do mundo eis a luz, Sol de eterno fulgor!

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