Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.
Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens

18 de nov. de 2011

Para o Guto

Eis a foto que mencionei, Guto. Observe se esse homem não era muito bonito e garboso. Ele iria fazer  em setembro desse ano 20 aninhos. Minha mãe viria a nascer em Outubro de 1925.
A muito o que dizer sobre nosso avô e muito pouco espaço na Internet para caber, concorda?
Fiquei emocionada com seu carinho com ele, com seu cuidado e seus gestos de quem realmente ama um parente tão importante na ordem das coisas.
Quando o tirei da galeria dos Mortos de minha mãe fiquei reparando nos detalhes: na juventude, na segurança, na maneira atípica de se sentar numa cadeira para o ano em que foi fotografado, na dedicatória para uma de suas irmãs (que não sabemos qual era), no olhar firme de quem efetivamente sabia o que queria.
Adoro essa foto!
Espero que aproveite , assim como os outros primos, desse nosso avô que hoje em dia quase ninguém conheceu como se apresenta na foto. será que há alguém? Creio que não.
Um beijo
Wania

18 de nov. de 2010

Joias de familia

Esse titulo li numa folha de papel em um filme onde uma das personagens tentava fazer um trabalho escolar. Uma cena rápida.

Fiquei pensando mais de uma vez imaginando as joias de família que dispomos para passar de pais para filhos...
Em nossa família não ouço discussões sobre as joias de família (graças a Deus), de quem ficou para quem passou.
Lembro-me vagamente de algo relacionado ao casamento da tia Wayne com tio Zé Ireu. Estavam a caminho da lua de mel, acidentaram-se na Rebouças (SP/SP)e perdeu-se o anel que era da vovó. Levei anos para desembaraçar essa história até que chegou um momento em que o medo danado da Av. Rebouças que passei a ter transformou-se em receio e hoje é apenas cuidado; nada de joias de família.
Lembro-me das joias da tia Wilka, da tia Waleska e de minha mãe, mas só... Não lembro de minha avó com joias a não ser brincos pequenos e discretos.
Na verdade nunca me preocupei com esse assunto e sempre achei natural ganharmos uma joia aqui outra acola de nossos pais e darmos uma joia aqui outra acola aos afilhados etc e tal.
Gosto de joias e as poucas que tenho são de um valor incalculável por terem sido dadas. Nunca ganhei um anel igual ao que o príncipe William deu para sua noiva Kate e penso que ficaria lindo em minha mão. Mas, não nasci para princesa, duquesa, marquesa, e sim para “baronesa da tabua lascada” como muitas vezes ouvi se referirem a mim.
Bom, mas isso é outra história. O que gostaria de dizer é que independente das joias verdadeiras ou simbólicas nossa família tem as joias de família mais preciosas do mundo: lembranças.
Existe joia mais rica, importante e original do que essa?? Não acredito.
As vezes me vejo lembrando de uma coisa aqui outra acolá que são tão díspares que não dá para explicar. Exemplo: O dia em que a vovó morreu e o dia da discussão do Paulo Marcos e da Renata sobre se o que viam no alto da árvore era ou não maritacas.
Nesses momentos gostaria que estivéssemos todos, como já estivemos varias vezes, deitados em vários cantos da mesma sala ou do mesmo quarto para falar: Sabe, no dia que a vovó morreu, o tio Wilton mandou todos os empregados varrer o terrerão de café e estranhamente me pareceu que os empregados ficaram felizes por terem algo para fazer e vários blas blas blas e blas iriam surgir e me fariam pensar, pensar e pensar. E muito provalmente terminaria dizendo: Gente! Sabe o ultimo almoço que fizemos no clube de campo? Pois então, sentei numa mesa ao lado do Paulo Marcos que tinha a Renata ao seu lado esquerdo. Todos almoçávamos e proseávamos. De repente o Paulo olhou por sobre minha cabeça e disse: Olha que belezinha a Maritaquinha... ao que a Renata falou: não é maritaca.
E o Paulo: É maritaca.
Renata: Não é maritaca, não senhor
Paulo: É maritaca, sim Renata
Renata: Eu conheço maritaca e isso aí não é maritaca. Lá em Campos do Jordão...
Eu olhava aquela cena impressionada com o dialogo dito sem alteração de voz e pensava eles vão quebrar o pau por conta de uma maritaca shakespeariana ser ou não ser...
Sem levar em paciência disse: Renata como você é chata. Queria dizer para o Paulo também mas como ele estava recém operado e fazia tempo que não o via fiquei quieta com medo da reação. Levantei e sai dali...
Querem saber de uma coisa? Essas são nossas joias de família únicas e eternas.
Devo essa postagem ao meu cunhado Luis Carlos. Thanks!