Parentes queridos parentes
O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.
20 de nov. de 2014
XI Encontro dos Primos
20 de set. de 2014
O pássaro cuco e a múmia
Oi gente,
quanto tempo, pois é. Não dá para dizer a quantidade de experiencias e trocas que fiz ao longo desse tempo. Gostaria de registrar tudo mais tenho preguiça (um dos pecados capitais, Credo em Cruz!) que dá dó. Gostaria de ter um scanner de mente e colocar aqui. Seria bem legal.
Mas o que me trouxe aqui hoje tem a ver com o titulo e minha intenção primeira com esse blog, a saber: reproduzir experiencias que vivemos em nossa família que serviram ou servirão de exemplos educacionais. É aquela tese, lembra? Não é só a escola que ensina.
Um tempo atrás estava na casa de minha irmã Ly observando e babando em cima das crianças que são lindas, quando a Sophia abriu a porta da sala (que é de correr) que liga essa aos quartos e segurando a porta com uma mão e o batente com a outra gritou: " mãe, a Teresa fez tal coisa" e a mãe respondeu: Peça pra ela ficar quietinha pois eu vou já já falar com ela". Pensei com meus botoes: "Não vai adiantar nada". Dito e feito. Passaram-se alguns segundos quando novamente abriu a porta e disse: " Mãe, ela não quer ficar quieta". Respondeu minha irmã " Tô indo, espera aí". Passaram-se outros segundos e a porta foi novamente empurrada e ela berrou: " Mãe a Teteca não quer parar".... Aí, não levando em paciência, como diria minha avó, disse-lhe: "Nossa, Sophia, você esta parecendo um cuco" Pra quê! Saiu gritando chorando copiosamente dizendo que eu a havia chamado de pássaro cuco. Ai eu disse: Opa! Não senhorita, eu disse que esta parecendo um cuco" E toca a chorar, ficou de mal, me mostrou a língua, tudo que uma criança faz quando esta indignada e com fome como diz minha mãe. Passado um tempo a Ly me falou: O Wania, por que você fez isso etc e tal. E eu fui ficando um tiquinho sem graça. Passado um tempo fui atras dela e disse-lhe que queria conversar e ela ficou toda ofendida dizendo que eu a havia xingado e que isso não era certo e eu dizia que achava que ela não tinha me entendido, pois o que havia feito era uma comparação e não um xingamento e expliquei sobre o relógio cuco, como ele funciona, se ela conhecia, etc e tal. Não adiantou nada pois até hoje ela diz:"um dia você me chamou de pássaro cuco" e assim vamos vivendo essa vida. Penso que ela deverá fazer terapia por conta disso. Tadinha e ela nem parece um pássaro cuco.
Passa o tempo .Hoje, conversando com uma de nós primas: "Waninha, sabia que eu fui fazer terapia e deixei escapar que eu era chamada as vezes pela minha mãe e pelas tias de múmia!. A terapeuta ficou tao chocada que me vejo agora justificando a família, que eles na verdade não queriam me ofender, e sim dizer que eu era mole, devagar ou qualquer coisa assim. E não adiantou.... Não sei o que fazer."
Começamos a rir e pensei com meus botões se por acaso o povo, educadores, terapeutas e demais pessoas da área soubessem como já fomos nomeados pelos nossos tios e avós ficariam tao horrorizados que seria motivo para sair no Jornal Nacional. E no entanto, percebo que nós, pobres Almeida, Simões, Brandão, não considerávamos uma afronta pessoal, é verdade ou não, pessoal? Mas parece-me que as crianças atualmente não estão sabendo brincar. Vai ser um problema na nossa família de gaiatos, certo?
Observem que entre um e outro tempo foram embora umas três ou quatro décadas. Que mudança.
7 de ago. de 2012
A incrível história do ralo que sumiu
18 de nov. de 2010
Joias de familia
Fiquei pensando mais de uma vez imaginando as joias de família que dispomos para passar de pais para filhos...
Em nossa família não ouço discussões sobre as joias de família (graças a Deus), de quem ficou para quem passou.
Lembro-me vagamente de algo relacionado ao casamento da tia Wayne com tio Zé Ireu. Estavam a caminho da lua de mel, acidentaram-se na Rebouças (SP/SP)e perdeu-se o anel que era da vovó. Levei anos para desembaraçar essa história até que chegou um momento em que o medo danado da Av. Rebouças que passei a ter transformou-se em receio e hoje é apenas cuidado; nada de joias de família.
Lembro-me das joias da tia Wilka, da tia Waleska e de minha mãe, mas só... Não lembro de minha avó com joias a não ser brincos pequenos e discretos.
Na verdade nunca me preocupei com esse assunto e sempre achei natural ganharmos uma joia aqui outra acola de nossos pais e darmos uma joia aqui outra acola aos afilhados etc e tal.
Gosto de joias e as poucas que tenho são de um valor incalculável por terem sido dadas. Nunca ganhei um anel igual ao que o príncipe William deu para sua noiva Kate e penso que ficaria lindo em minha mão. Mas, não nasci para princesa, duquesa, marquesa, e sim para “baronesa da tabua lascada” como muitas vezes ouvi se referirem a mim.
Bom, mas isso é outra história. O que gostaria de dizer é que independente das joias verdadeiras ou simbólicas nossa família tem as joias de família mais preciosas do mundo: lembranças.
Existe joia mais rica, importante e original do que essa?? Não acredito.
As vezes me vejo lembrando de uma coisa aqui outra acolá que são tão díspares que não dá para explicar. Exemplo: O dia em que a vovó morreu e o dia da discussão do Paulo Marcos e da Renata sobre se o que viam no alto da árvore era ou não maritacas.
Nesses momentos gostaria que estivéssemos todos, como já estivemos varias vezes, deitados em vários cantos da mesma sala ou do mesmo quarto para falar: Sabe, no dia que a vovó morreu, o tio Wilton mandou todos os empregados varrer o terrerão de café e estranhamente me pareceu que os empregados ficaram felizes por terem algo para fazer e vários blas blas blas e blas iriam surgir e me fariam pensar, pensar e pensar. E muito provalmente terminaria dizendo: Gente! Sabe o ultimo almoço que fizemos no clube de campo? Pois então, sentei numa mesa ao lado do Paulo Marcos que tinha a Renata ao seu lado esquerdo. Todos almoçávamos e proseávamos. De repente o Paulo olhou por sobre minha cabeça e disse: Olha que belezinha a Maritaquinha... ao que a Renata falou: não é maritaca.
E o Paulo: É maritaca.
Renata: Não é maritaca, não senhor
Paulo: É maritaca, sim Renata
Renata: Eu conheço maritaca e isso aí não é maritaca. Lá em Campos do Jordão...
Eu olhava aquela cena impressionada com o dialogo dito sem alteração de voz e pensava eles vão quebrar o pau por conta de uma maritaca shakespeariana ser ou não ser...
Sem levar em paciência disse: Renata como você é chata. Queria dizer para o Paulo também mas como ele estava recém operado e fazia tempo que não o via fiquei quieta com medo da reação. Levantei e sai dali...
Querem saber de uma coisa? Essas são nossas joias de família únicas e eternas.
Devo essa postagem ao meu cunhado Luis Carlos. Thanks!
23 de jul. de 2010
Lembranças súbitas
2 de abr. de 2010
Ela Chegou!

Risos sejam constantes amigos e
Iluminados sejam os seus passos na vida.
Amor é o que não faltará!
Linda menina, chegue fazendo alarde!
União, paz e felicidade sejam presentes eternos.
Invente-se todos os dias,
Zele por um mundo melhor,
Aprecie o dom que lhe é dado agora: a vida!
By Laura Penchel
18 de set. de 2009
Nos próximos dias terão uma surpresa das boas!
21 de ago. de 2009
Com a palavra, Rosely Sayão.
Esse blog nasceu com essa intenção e fico muito feliz ao ver que estamos no caminho certo.
Hoje gostaria de falar um tiquinho sobre uma pessoa por quem nutro grande amor fraterno: Klecius. Foi e é um dos primos mais doce dos que tenho. Como todo mortal tem defeitos mas tem inúmeras qualidades também.
Acredito que tenha sido o primo mais próximo de mim durante minha adolescência. Nunca me escondeu nada, ao contrário, talvez tenha sido a pessoa que mais me informou e explicou os "segredos da vida". Não me sentia envergonhada com ele.
Um dia se deparou comigo com os olhos estatelados diante de uma revistinha que encontrei na casa da cidade da vovó: "Que foi Waninha?" Não me lembro de ter respondido pois estava perplexa diante das imagens incomuns para quem iniciava adolescência. Ele, correndo atrás de outros primos (para fazerem sei lá o que, pois estavam sempre correndo) é quem parou quando me viu estancada com a "tar" revista que encontrei no porão da casa. Não estava conseguindo entender nada.
Com aquele jeitão de quem na maior parte das vezes vê o que a maioria não vê, parou e me fez a pergunta acima. Recordo-me dos chamados aos berros dos outros primos: "Vamos, Klecius", mas não se abalou. Se aproximou e me perguntou se podia ver o que estava olhando.
Entreguei a revista e, confesso que minhas lembranças estão um tanto embaralhadas nesse momento, mas me recordo dele falando: "Olha, isso tem uma explicação. Se quiser, depois explico para você, tá? Agora eu tenho de ir com eles e vou levar a revista. Prometo explicar quando voltar." Olhei para ele tentando imaginar o que ele teria para explicar e lá se foi correndo pelo quintal da vó.
Curiosa essa nossa empatia. Nunca falei ou questionei o fato dele gostar de beber mas sempre me preocupei. Não queria ver as consequências daquilo 'nunquinha' pois seria muito doloroso. O Klecinhos gosta de dançar, tem ritmo, é leve e sabe nos conduzir com segurança. Era gostoso dançar com ele. E graças aos bons céus , pude sentir isso em dois ou três passos no salão durante o casamento do Weber. É brincalhão, sabe jogar futebol, sabe nadar, brincar com crianças e olhar quem está só. É companmheiro para comprar pão, para desatolar e empurrar carros, queimar a perna em canos de escapamentos de Kombis, dá bons conselhos assim como boas gargalhadas. É trabalhador e adora pratos exóticos. Capaz de acordar 3 horas da manhã para levar meu pai para comer uma iguaria as 4 horas no mercado e por aí vai. Seria capaz de escrever um rol de qualidades desse rapaz. Era um anfitrião perfeito para meus pais, fato que comentavam sempre e hoje, minha mãe ainda o faz.
No dia 16 de julho de 1974, estávamos sentados próximos a imensa churrasqueira feita para as bodas de ouro de nossos avós e conversávamos sobre qualquer coisa. Ele estava triste, muito triste com alguns episódios vividos, porém não os mencionava de jeito nenhum. Também, cá entre nós, não era necessário, afinal eu os tinha vivido também. Repentinamente, com um copo na mão abaixou-se e pegou no chão misturado a terra, uma moeda de um centavo (não sei se de cruzeiro ou cruzado e isso não é importante) e me disse que gostaria de marcar aquele momento com um símbolo por mais insignificante que aquele pudesse aparentar. Na verdade hoje penso que foi um dos presentes mais valiosos que recebi pois estava carregado de carinho, de fraternidade, de cumplicidade nos maus momentos e de compreensão sem necessidade de palavras. Guardei a moeda e está comigo até hoje e assim permanecerá.
Na última vez que estive na Bahia, começo de maio, mamãe repentinamente falou-me: " Minha filha, estou preocupada com o Klecius, ele está triste. Não está bem." Na mosca! Eu tinha ficado conversando com ele e me contou sobre o acidente envolvendo 4 jovens que haviam morrido. Foi o primeiro a ser avisado. Eram pessoas conhecidas, filhos de gente próxima e que a única coisa que queria era impedir que Karyna, sua filha, sofresse quando soubesse, daí o fato de ter impedido que ela fosse acordada; era importante que acordasse naturalmente para depois entrar em contato com coisa tão dolorosa; no entanto, infelizmente, não conseguiu impedir que isso acontecesse. Sabia que seria um dia longo, muito longo para ela e estava muito chateado...
Contei isso para minha mãe, mas ela não estava convicta de que fosse só isso. Só sei dizer que uma semana depois ele teve um problema grave cardíaco e cerebral. Ficava pensando no quanto aquela família iria passar. No quanto ele iriam sofrer com crises de abstinência, entre outras coisas.
Temia seu conhecimento farmacológico, afinal se há algo que entende é de remédios, certo? Puxa, como ele deve ter ficado chato, grosso, sem paciência, irritadiço, teimoso. etc. e tal, assim como ficou meu amado quando enfartou e ficou insuportável por não fumar feito uma caipora. Minha vontade era de jogá-lo fora no lixo, como diz Sandra de Sá.
Não gostaria de saber que ele não esta cumprindo com o que os médicos pediram... Que não esteja andando... Que não esteja levando uma vida, agora, mais saudável.
Se, continuar sendo o Klecinho doce, carinhoso, afetuoso e de palavra deverá, sem dúvida, estar se cuidando com o zelo necessário pois sabe que há muita música para ser dançada ainda.
Juízo moço da moedinha, viu?







