O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.

09/04/2012

Lia mas não escrevia

Faz meses para não dizer desde o ano passado que não registrava nada. Por falta de assunto? Não. Tenho um assunto que não me larga faz tempo, sobre o qual quero escrever mas estava faltando um detalhe: Uma foto.
Enfim a foto em questão não foi encontrada porém uma muito proxima do que quero falar ja esta em minhas mãos.
O assunto é tia Maria Brandão, carinhosamente conhecida como Marocas. Uma das personagens da família mais curiosa, interessante, rica em modos, características e força de vontade. É sobre ela que quero contar, falar, comentar.
Não desanimem com a pouca espera que terão pela frente pois é necessário uma concentração maior e uma coleta de dados mais intensa para registrar essa figura impoluta.
Enquanto isso: Sua benção, tia Marocas. Não tia, não vou viajar no momento. Até logo

24/12/2011

Uma graça maravilhosa " Amazing Grace"

Temos uma prima ou melhor quase-prima que me abastece de coisas belas e enternecedoras. Seu nome é Eliana e temos como primas comum a Naia e a Mirla,  só que ela é prima por um lado e nós por outro. Um dia explicarei essa história melhor. Mas o que me faz trazer seu nome e sua presença à baila foram os dois últimos e-mails enviados por ela esses dias para mim. O ultimo aqui será relatado daqui a pouco. Antes quero contar algo pessoal.
Venho tentando escrever mas as coisas não estão saindo; para isso é necessário mais reflexão (muitas vezes) e inspiração (na maioria). Vinha preparando para fazer um depoimento na noite de Natal aqui em casa, apesar disso não ser coisa muito comum entre nós. Desisti por motivos que não vem ao caso. Então vou aproveitar para fazê-lo aqui.

Para não cair na mesmice de dizer que tive um ano duro, difícil, etc e tal direi que tive um ano bem vivido. Sentido em cada pedacinho como aliás deve ser todo ano que vivemos, certo? Porém, esse em especial me fez pensar hoje numa palavra: GRATIDÃO.

Estou muito grata a mim mesma (preciso controlar essa vaidade) por ter conseguido superar minha depressão. Todos que passam por isso sabem o quanto é difícil, dolorido, solitário superar essa doença. Estou grata a mim pois fui eu com minha persistencia que busquei medico, remédio e terapia gratuitos para sarar. Não achei que fosse conseguir mas até que deu. Eu consegui! Só Deus sabe o quanto é difícil procurar um quanto mais três e quando estamos sem dinheiro.  Só Deus sabe o que é ter de calar quando a vontade é só chorar e fugir. Estou curada? Em parte sim: já não tomo mais medicamento, estou de férias da terapia e sinto-me tranquila e leve. êba!

Eu quase morri esse ano. É verdade. E o mais legal e fascinante é descobrir o quanto gosto da vida e de viver (mesmo com todos os percalços, dificuldades e outros blá blá blás). Eu prefiro a vida e a lucidez.

Creio que seja por isso que sem pensar, intuitivamente, me desejei um feliz aniversário esse ano ( viu, Wander?)

Sinto que recebi uma graça. Pequena se comparada ao personagem abaixo, mas uma graça sem dúvida. Não saberei retribuir nunca como ele fez, mas tive coragem de escrever num blog coisa que ele não fez, certo? Brincadeirinha, John...

Um beijo e Boas Festas para todos!

Leiam e apreciem o que ela me enviou:

"Amigos, independentemente do credo de cada um, vejam que beleza de interpretação!
Com os meus votos de um Feliz Natal e um bom 2012!
Eliana
Cabe lembrar que este conhecido hino cristão foi composto pelo inglês John Newton (1779). Conta a história que, depois de um curto tempo na Marinha Real, Newton desviou a sua carreira para atuar como traficante de escravos. Porém, em uma de suas viagens, seu navio foi atingido por uma tempestade, e logo após ele ter deixado o convés, o marinheiro que o substituira foi jogado ao mar. Retomando o timão, guiava a embarcação sentindo-se muito fragilizado, indefeso, desamparado, e que
somente uma Graça de Deus poderia salvá-los naquele momento. O que de fato aconteceu. Por esta dádiva, e pelo que havia lido no livro Imitação de Cristo de Tomás Kempes, abandonou o tráfico, tornou-se cristão, o que o levou a compor a presente canção "Amazing Grace" (Graça Maravilhosa).
Newton, então, muito batalhou e influenciou na libertação dos escravos, e na extinção do tráfico por navios negreiros na Inglaterra. Esta bela apresentação, foi justamente no Coliseu, histórico cenário.
video

22/11/2011

Hoje é dia do meu aniversário!

Sempre tive muita dificuldade para lidar com meu aniversário. Passando em revista, dos 59 anos vividos os últimos 43 anos nunca foram como eu gostaria; minto,  a passagem para meu 40º aniversário vivi como queria. De resto sempre foi o que não gostaria.

Tenho fama criada de não gostar de fazer aniversário e hoje, mais precisamente agora cheguei a conclusão que é por timidez principalmente. Não sei me comportar no meu aniversário. As pessoas me cumprimentando obrigatoriamente ou não, me olhando, sempre me constrangeu.

Nos últimos anos tem sido mais fácil pois já sabem como eu sou/estou e todos são mais "formais" digamos assim no meu aniversário. Ninguém é efusivo e graças à Deus não me fazem ´festa surpresa` que era o ápice do constrangimento para mim.

Na verdade penso que o que mais gostaria de fazer no meu aniversário era  literalmente fazer o meu aniversário, ou seja, criar, bolar, investir nela. Sonho em dar uma festa de aniversário ou não mas do meu jeito, com minhas características, do modo que quisesse planejando cada detalhezinho. Seria tão legal! Mas ainda não tive oportunidade.

Curioso isso: Nunca preparei uma festa, bolei uma comemoração ou seja lá o que for. Desde um simples chá de cozinha até um pequeno convescote ou picnic. Não sei se sou capaz. Acho que devo ser por que afinal não deve ser algo tão complexo assim. Porém ainda não tive oportunidade. Sinto que há uma certa insegurança que exala de mim quanto a minha capacidade de fazer e elaborar coisas. Não há nisso nenhum sentimento de inferioridade é simples constatação.

Se tenho alguma ideia ela é logo engolida por outros e de repente estou atrapalhando com minha famosa falta de jeito. Essa é outra das minhas constatações: sou comodista e fiz do comodismo um certo distanciamento de mim mesma. Coisa de gente tantã.

Bom, quero desejar à mim Feliz aniversário e muitos anos de vida. É isso. Simples assim.

19/11/2011

São tantas emoções... Parte 2

Um ano se passou desde o último encontro entre primos e parentes como um todo. Na verdade, para ser preciso, 13 meses. Como sempre foi um encontro muito gostoso. As pessoas não mudaram tanto dessa vez; eis uma qualidade dos encontros amiúde: paramos um pouco no tempo. Estátua! Mandrake! É coisa boa de se verificar.

Dessa vez aconteceram coisas muito curiosas que merecem registro, não tenho dúvida. Mais uma vez fiquei na fazendo Stº Expedito, criada, montada por nosso avó Benedito. Hoje pertence ao nosso tio Wolney (que já se foi) e família que fizeram e fazem das tripas coração para mantê-la em sua beleza e classe. Não é fácil custear uma fazenda. Quem tem um mínimo de discernimento sabe disso e nem precisa ser fazendeiro.

Volto já para a Fazendo pois há algo a ser relatado de lá. Antes quero mencionar o que vi acontecer no encontro dia 13 de Novembro.

Tinha menos parentes dessa vez. Ouvi alguém dizer que foram 51, mas não tenho certeza. Mais do que o numero de comparecimento gostaria de mencionar que dessa vez eu estava mais tranquila e receptiva para ouvir e sentir a parentada. Tenho esse velho hábito: vou registrando instantâneos e mais tarde, vêm tudo como se tivesse um laboratorio de revelação na cabeça. E assim foi: Vi que Paulo Marcos esta sarado de sua cirurgia; vi que cada vez mais confundo o Luiz Fernando com Paulo Marcos; que o Newton está cada vez mais sensível ao se deparar com os parentes e os recebe a todos com gentilezas, vi que a Eliane sabe fazer bebê dormir no meio do caos; vi que a Wilma e a Marilda estavam felizes e mais leves; que a Renata pintou o cabelo e que esta efusiva como sempre, graças à Deus, e que seu filhinho que até outro dia era um bebê esta do tamanho dela; que a Fernanda continua doce e gentil querendo bater papo como sempre e com a disponibilidade para ouvir de sempre; que a Flavia voltou a ter cabelo liso e que esta com um tom de voz mais firme do que nunca- há algo de engrandecido nela-, que minha tia Wayne (que adoro) continua alegre, engraçada e bonita como sempre; que meu único tio atualmente, o tio Ademar estava lá para me dar um dos abraços mais apertados e gostosos que senti nos meus últimos anos; que meus queridos primos bahianos continuam iguais, ou seja, o Klecius continua com sua voz baixa e seus olhos doces de carneirinho transbordando carinho, que sua filhas Karla e Karina estão cada vez mais lindas (como pode?) que o Rodrigo está um paizão preocupado com a estomatite da Maria Luiza (crianças não deveriam ficar doentes) que o Henrique, filhinho da Karla, estava triste pois ninguém conseguiu um cavalo para ele e que aquelas lágrimas escorrendo mansinhas pelo seu rosto me doeu o coração; que a Nice, essa doce aquisição de tantos anos atrás está querida, meiga e gentil como sempre. Disposta e disponivel. Que a Juliana e seu filho lindo, o  Leonardo foram também e que levaram a Victória linda com seu 1m80cm de altura, filha do Guto, que também foi entrando em contato com tantos primos e afins. Acho que ficou perplexa! Que os gêmeos do Wander e da Valéria estão lindos e normais (o tombo do Pedro e a corrida da Val parecia cena de filme vivida tantas vezes em encontros passados), que o Wander foi se encontrar com a familia do Dema e que seus escritos estão guardados, confusos mas guardados, ou seja, ainda há esperança de lermos o livro da avó Balbina. Grande idéia essa do Wander de ir até a fazenda Bateia (ou será que entendi errado). Que meus primos da banda Brandão também foram: Gina, marido e filho, Waltinho que chegou por último mas chegou, Paula que nunca foi mas apareceu acrescentando parentesco a nós outros. E se esqueci de apontar algum primo me avisem.

Isso tudo sem contar meus irmãos amados, seus esposos e esposa, além de seus filhos queridos, meus sobrinhos, meus afilhados (Aline e Paulo que conseguiram passar pelo teste de um mês de casados hehe), minha Sophia-serelepe, inquieta, alegre e feliz não por que havia um motivo específico mas porque a felicidade existe, ora bolas!A Teresa que passou pela primeira vez pelo test drive da Serra da Mantiqueira e estava enjoadinha sem saber o que sentia no alto dos seus 7 meses (e com razão). E por aí vai...

Foi muito bom.

Mas sem dúvida nenhuma para mim um dos momentos mais gloriosos que vivi foi na Fazenda, lá na sede, enquanto conversava com o Guto que nos contava seu ritual de chegada na roça e que abrindo um armário fez sair de lá todo o passado delicioso que ali vivemos: Musica! Uma infinidade de músicas que foram chegando e com elas seus "donos". Sentados no chão e embevecidos com os Lps vimos chegar o tio Libaldo, tio Wolney, tia Wilka, tia Waldyra, tia Waldeneuza, tio Wilton, tio Figango, tia Waleska, o vovô e nossa avó e nós mesmos, além de todo o nosso passado de bailes, danceterias, carnavais etc e tal. Foi emocionante ouvir algumas das musicas que nos embalaram mesmo quando as achavamos antigas na época, lembram-se? Billy Vaughan, Ray Conniff, as Inesqueciveis Musicas para Dançar e Sonhar entre outras. E a coletânea do Ta Matete? do Roberto Carlos? E as trilhas sonoras das novelas - esquecidas ou não -. Gente, e os rouqueiros da época marcaram presença desde Genesis, Led Zeppelin, Emerson, Pink Floyd, Dire Straits, Supertramp, que me dizem? e os cantores franceses de tanto sucesso como Dalida, Charles Aznavour? Meus Deus foi fascinante! A Fazenda readiquiriu naquela noite seu brilho, sua alegria, seu agito, trazendo saudade, nostalgia e felicidade.

Rimos muito com o passado presente. Será inesquecivel! Ah como foi bom!

Segue duas das músicas tocadas as duas primeiras, ok?
A primeira Demis Roussos - Forver and ever versão 1973


A 2ª Dalida - La vie um rose

18/11/2011

Para o Guto

Eis a foto que mencionei, Guto. Observe se esse homem não era muito bonito e garboso. Ele iria fazer  em setembro desse ano 20 aninhos. Minha mãe viria a nascer em Outubro de 1925.
A muito o que dizer sobre nosso avô e muito pouco espaço na Internet para caber, concorda?
Fiquei emocionada com seu carinho com ele, com seu cuidado e seus gestos de quem realmente ama um parente tão importante na ordem das coisas.
Quando o tirei da galeria dos Mortos de minha mãe fiquei reparando nos detalhes: na juventude, na segurança, na maneira atípica de se sentar numa cadeira para o ano em que foi fotografado, na dedicatória para uma de suas irmãs (que não sabemos qual era), no olhar firme de quem efetivamente sabia o que queria.
Adoro essa foto!
Espero que aproveite , assim como os outros primos, desse nosso avô que hoje em dia quase ninguém conheceu como se apresenta na foto. será que há alguém? Creio que não.
Um beijo
Wania

08/11/2011

Dia seguinte

As vezes fico triste comigo mesma ao perceber que abandono um projeto que gosto tanto que é falar de meus parentes e de nossas idiossincrasias... Vai ver isso é uma das minhas idiossincrasias, sei lá...

Na última vez que aqui estive comentei sobre um hábito familiar que temos em relação ao dia seguinte de um casamento. Na verdade não é bem assim. Temos o tal hábito do dia seguinte em todos os eventos que vivemos sejam casórios, bailes, churrascos, encontros, carnavais, batizados e  até funerais.

Por mais que estejamos afastados cada núcleo familiar faz isso sem importar se o clã irá se reunir ou não. Falo isso com a segurança de quem já viveu não um ou dois "Dias seguintes" mas de quem já viveu inúmeros, seja através do clã ou em cada núcleo parental.

Há algo de muito apetitoso nessa tarefa.

É nela que comentamos as "beudices"  de cada um, as belezuras de cada um, os envelhecimentos, as magrezas, as gordices, os remoçar, as posturas e os comportamentos. Não há maldade (ou será que há?) é simplesmente relembrar a dia anterior de um jeito mais leve e engraçado. Sempre rimos. Até nos funerais. Há uma capacidade inesgotável de comentários que fazemos que se fosse para lembrar de todos não conseguiríamos.

O mais legal desse nosso hábito é perceber como foi bom nos encontrar, como nos comunicamos exatamente como nossos antepassados fizeram. Creio que seja uma forma de nos manter vivos nas memorias que criamos. Que frase estranha que ficou essa, mas é isso aí que quis dizer mesmo.

As pessoas de nossa família, ou seja, os parentes mais velhos do que nós e que ainda existem costumavam dizer e acredito que ainda digam, que o melhor da festa é esperar por ela e não deixa de ter razão; no entanto, gostaria de registrar que o pós encontro também é bom. Se cada um registrasse uma linha do que significou aquele encontro ou o que mais reparou, viu ou percebeu, com certeza contribuiria para uma colcha de retalhos muito interessante e rica. Talvez o retrato mais fiel do que vivemos.

No próximo final de semana vamos para o 8º encontro parental. Não participei de todos mas me lembro até de coisas não vividas, não é curioso?

Até por lá pessoal! Dirijam, voem, andem com juízo para chegar lá e voltar para que possamos fazer do dia seguinte mais um dia bem engraçado e feliz.
Segue abaixo parte da parte presente no 7º encontro parental em 2010




13/10/2011

Aline casou!

Minha sobrinha mais velha, Aline, casou-se.

Toda vez que vou a um casamento no meu clã fico a pensar que é assim que caminha a humanidade, é inevitável. Apesar de todos os blá blá blás que dizem em relação as uniões com papel ou sem papel os casamentos continuam em voga; o que não me deixa mentir é o verdadeiro parque industrial que há por trás desse ritual em relação a Igrejas, buffets, roupas, cabelos, sapatos e por aí vai... Um casamento mexe com a infraestrutura de toda uma cidade, é brincadeira?

Mas deixando esse assunto árido de lado, pensemos nos noivos e na sua vontade e desejo de se unir. Creio que é daí que começam os problemas e soluções. Vamos casar? Vamos! Com papel ou sem? No papel! Na Igreja ou só no cartório? No cartório! Ah! Lá no tabelião? Não, num lugar onde possamos festejar... Ah! Onde?

INTERVALO PARA REFLEXÂOOOOOOOOOOOOOOOO

Você quer que sua família participe ou seja informada? Quero que participe e você? Eu também? Mas sua família é covardia, afinal sua mãe tem 40 tantos primos, pô! É verdade, mas e se convidássemos só nossos pais e irmãos? Amigos não? Sim, amigos sim. E minha avó também. Ah! Então também quero minha avó e meu avô. Nesse caso serão mais dois e não mais um, afinal meu avô morreu. É verdade. Bom mas para compensar posso convidar os irmãos de minha mãe e seus partners pois são meus tios. Sim, é verdade, mas eu não tenho tanto tios e o número cresce... É verdade! E as crianças? Convidaremos crianças? Claro, como seria uma festa sem várias idades? Faz falta a diversidade, ora! É verdade! Ops, o festejo esta ficando grande, não é bem? (ou bebê que tá na moda) vamos continuar esse dialogo semana que vem....

INTERVALO PARA REFLEXÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Sabe o que pensei? Que ao invés de convidarmos a torto e a direito que tal se nos impuséssemos um número? Como? Um número bonitinho, simpático, jeitoso que nos desse a chance de conversar com todos, reconhecer cada um, lembrar os nomes, que tal? Excelente idéia, bebê! por que não pensei nisso antes? Que número? Ora vamos pensar... 500? Nem pensar! 400? Na mesma lista do não! 300? Caríssimo! 200? Ainda acho caro, nos decidimos dar conta de pagar lembra? 100 !?!?!? Otimo!!! 100! Um numero pequeno, não acha, bebê? Acho! Mas 50 não dará para caber avós, mães, pais, tios,
filhos. Então tá! Que seja o 100. Mas muita gente ficará de fora... É verdade! No entanto, ficarão sabendo o que é o mais definitivo e o correto num ritual, certo? Certo!

100, uma centena. Aperta aqui, tira ali, apaga um, põe novamente, tira criança, põe novamente e assim passam dias....

Onde? O que? Onde será a comemoração? Que tal numa balada? Minha avó numa balada? Por que não? É, por que não... Tradicional então será fora de questão, certo? Certo, bebê.
Onde? Ok, sabemos que será em São Paulo, Capital. Então agora é só decidir o local. Dãh!

Ah! As decisões...

Por que não numa casa moderna futurista mais nossa cara?´Perfeito! Onde? Lá onde fomos ou vamos com amigos... Então tá!!!!

Claro que após esse diálogo ficcional mas factível deverá vir uma série de outras decisões tais como: Beberemos:? Comeremos? Tarde da noite? DJs? Ritmos? Luzes? Cameras e ação?

Diante disso tudo há estresse que não acaba mais. Só sei, que normalmente a coisa anda e o casório acontece. E assim foi!

Aline e Paulo casaram. Após 6 anos de convivência e muito trabalho (não de preparação do ritual em si, mas do trabalho  profissional mesmo), casaram exaustos a ponto de passarem a lua de mel num spa no Chile, é brincadeira? Segundo a Aline, não quer sair nem para varanda (se é que tem varanda). Que venha o relax, êta coisinha boa de se usufruir.

O casamento foi muito legal. De uma organização ímpar. Creio que essa coisa pela organização vem da expertise (adoro essa palavra tão utilizada nos meios modernos do capitalismo) de cada um.

Chega-se ao local dois valets elegantes, bem postos (sem suor-desesperado-para-guardar-seu-carro-naquela-vaga) abrem as portas de sua carruagem, ops do seu carro e ajudam as ladies descerem com charme. Á porta a hostess bonita e gentil pergunta seu nome, agradece a presença e diz o número  da mesa onde se sentará... Ponto para os noivos. Lá dentro um lugar exótico, um misto de Blade Runner com minimalismo. Dá para crer? Sim, pode crer.

Lugar charmoso, gente bonita, arrumada, simpática para ver noiva e noivo dizer para o juiz de paz que sim, queriam casar de livre e espontânea vontade. Lindo.

Outra surpresa: Aline após viver os trâmites legais pegou seu maravilhoso buquê e disse em alto e bom som que iria ser dado a sua avó e a lapela de Paulo, lindíssima combinando com o buquê, seria entregue a mãe dele. Ponto para os noivos.

Antes que a noite se encerrasse foram chamadas as solteiras de plantão (graças a Deus eu tinha saido de cena) e foi arremessado um Santo Antonio de pano com a carinha mais marota do mundo para elas.

Quem pegou? Minha sobrinha Júlia. E assim, a vida segue...

Ao final, ao receber nossa carrugem, ops carro de volta lemos com emoção um recadinho simpático dos noivos que seguirá anexo dentro em breve...
Eis o anexo, gente-bebê
N.T. Um dia vou escrever sobre um hábito familiar que amamos e que é pouco pensado, elaborado, combinado: O dia seguinte dos parentes do casório onde se tricota sobre TUDO e as risadas rolam deliciosamente.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...