Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.

21 de set de 2011

...e eu fui a 25 de março

Ontem tive o prazer de acompanhar minha irmã caçula na 25 de Março. Para falar a verdade se há um local que não faço o menor gosto de visitar em São Paulo é a 25 de Março. Acho uma rua confusa, caótica onde todos me passam a ideia de serem perigosos.

Fazia anos que lá não ia. A última vez foi com minha tia Waldeneuza para comprar bijoux. Minha tia tinha a desenvoltura, ao caminhar por lá, de quem sempre ali viveu. Incrível! Eu sempre achei que aquele local existia para me estressar.

Durante muito tempo odiava chegar perto, inclusive. Observei, no entanto, a uns 10 anos atrás, alunos meus achando o máximo visitar a 25 de Março e fazer compras por lá. Pensava com meus botões que era muito bom saber que procuravam um lugar tido e havido como mais barato e não os shoppings para consumir. No entanto não conseguia evitar certa perplexidade.

Voltando ao que me fez escrever devo dizer que continuo sofrendo ao ir a 25, ao passo que minha irmãzinha caminhava a passos largos e firmes em direção a locais que já conhecia e queria retornar. Tudo muito objetivo e simples. Mas para mim foi mais uma vez caótico. Vejo e ouço pessoas passando celeres tecendo comentários tais como: "Olha ali, la vem eles."  "Dispersa podem atirar" ...O queeeeeeeeee, pensava eu. Aonde? Cade? Meu Deus, não vejo nada. Um horror. Não nasci para isso. Perguntei para minha irmã o que estava acontecendo e ela disse: "Ninguém sabe, só eles é que vêem. Vem anda rápido, Wania. Não liga!"

Não consigo evitar de ouvir as coisas que acontecem ao meu lado. Sou uma pessoa que para necessária segurança pessoal ouve tudo e presta atenção a tudo. É um inferno. Não sei deixar de ouvir e ver o que se passa a minha volta, daí meu cansaço extremo.

É inegável que o que se compra ali é muito mais em conta do que em qualquer lugar. O que se vê em termos de variedades é infinitamente maior do que em outros lugares e aí é que esta o X da questão: dá vontade de comprar só para ter. Exemplo: que tal ter uma variedade de botões que nem imaginava existir? Lembrei-me da minha querida Sophia que ao se deparar com a caixa de costura de minha mãe disse: "Ai que bom! Eu tava precisando muito dessa linha, vovó" Isso do alto de seus 3 anos.
Para quem nunca foi valerá o videozinho que encontrei com boas dicas.

5 comentários:

  1. Wania,

    Eu sou uma... Gosto de ir lá(leia-se: NAS FÉRIAS !) e alucinar com as cartelas de botões variados. Samaria enlouquece! Tudo de bom! bjs

    ResponderExcluir
  2. Eu curto pq consigo compras coisas num preco mais acessivel, mesmo sem tanto conforto...nao é um passeio a se fazer toda semana,mas de vez em quando...

    bjus

    ResponderExcluir
  3. Também não é meu passeio preferido, mas gosto de descobrir coisas diferentes...fitinhas, botões, tecidos, lãs...enfim...tudo que bom pra artesanato. Gosto tbem das utilidades domesticas...Gostaria de ter ido com vcs. Quem sabe um dia dá certo. Bjs

    ResponderExcluir
  4. Hahahaha, consigo imaginar os olhos arregalados da Wania e a boca aberta de tamanho susto. Wania: é extrasensorial fazer compras na 25 (somente umas 2x ao ano) mas NUNCA vá com meu marido José Carlos. Ele chega de ré, anda a passos extra largos e velozes, num entra e sai das lojas frenético. "Pronto, acabei... vamboora??" Credo. Mas ir na 25 com meu excelentissimo cunhado Helio Luiz, que além de ser uma cia masculina grande, é atencioso, educado, sabe onde estão os melhores preços e ainda pergunta: "O que mais vc quer, cunhadinha?"

    ResponderExcluir
  5. Adoro essas minhas meninas de Campos.
    beijos para vcs fofuras.
    da prima waninha

    ResponderExcluir