Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.

3 de jun de 2010

Coisas ouvidas

Estou fazendo um esforço tremendo para não abandonar esse projeto, ou seja, fazer um blog. Tenho vivido tantas coisas complicadas que acabo por me sentir desmotivada. Não com o blog especificamente mas sim com minhas circunstâncias, como diria Ortega y Garcet "Eu sou eu e minhas circunstâncias".

Creio que estou sendo mais minhas circunstâncias do que eu mesma. Não gosto, mas vivo.

Entre uma coisa e outra me veio a cabeça uma afirmação de meu pai sobre a diferença que há entre as pessoas de Minas, de São Paulo e do Rio de Janeiro, no que diz respeito a dar informações. Não me lembro exatamente o que ele dizia mas me recordo da afirmação de que paulista não gosta de dar informações; o carioca não vê problemas em explicar detalhes para dar a informação; e o mineiro leva ao destino que é sempre pertim. Acho que era isso...

Mas por que digo isso? É por que nos últimos 20 dias precisei de muita informação para chegar em diversos locais. Por principio detesto pedir informação sobre ruas, bairros o que quer que seja a pessoas paradas nas ruas, mas há momentos que o GPS não resolve e muito menos os mapas que imprimimos para chegar ao destino. Minha mãe acha que isso resolve todos os problemas, mas eu sempre penso que a pessoa vai fazer caras e bocas ou que falará de um jeito que dará vontade de rir ou então falará tão rápido que você só se lembrará do primeiro "vire aqui". Se tenho de pedir informações peço quando estou sozinha pois tenho mais controle da situação. Diante desse fato me perco a beça.

Quando jovem me perdia em qualquer lugar de São Paulo e acabava na Casa Verde. Nunca entendi isso em mim. Quem resolveu meu problema foi o André: " Ah! Que bom, Wania. Na Casa verde é só procurar a placa do Anhembi e lá chegando você sabe voltar para casa". E assim fiz e faço até hoje.

Ontem foi mais um dia desses. Precisava ir do dentista para Cotia (cidade próxima de São Paulo, para quem não sabe) para comprar lenha. Imprimi o tal mapa pois não tenho GPS. E já sai de casa sabendo que não seria fácil.

Não deu outra. Chegar no km 24 e meio e retornar para pegar a tal avenida foi bico. Pronto, pensei vai começar a maratona: entrei num posto e perguntei onde ficava a tal rua em questão. Caminhou em minha direção um frentista resoluto e disse-me: Vá para a Raposo novamente; passou a primeira passarela entre na primeira a direita e depois na primeira direita outra vez, é lá. Foi tão contundente que fiquei desconfiadíssima. Fiz o que ele disse e quando vi estava na tal rua que até placa tinha.

O que será que faz alguém ser tão taxativo, sintético e certeiro? Queria ser assim na vida...

Na semana passada a caminho do Fórum de Pinheiros me perdi graças a uma dessas pessoas que ao perguntarmos algo se aproxima coçando a cabeça torcendo a boca e falando lentamente: o foooruuum? O fooruum! Dá meia volta e pergunta para outra pessoa mais distante se sabe "do Fórum"; o outro, mais lentamente ainda se aproxima fazendo gestos como se a pergunta fosse sobre metafísica, abaixa e pergunta se é sobre o Fórum que quero saber? Nesse momento minha vontade é de fazer algo que não sei bem o que é mas não é coisa boa. Respiro e digo que sim. Aí ele começa a dar ordens: A senhora entra aqui a direita e na terceira esquerda não entra, mas é uma rotatória, a senhora tem que ir em diante e não a esquerda, tá me entendendo? Sim, respondo. E ele continua, depois virá mais uma rotátoria e  aí entra a direita vai em frente passa um, passa dois, no terceiro farol a senhora para e pergunta pois tá perto.

Agradecida externamente e xingando internamente faço o que ele diz, só que onde mandou-me parar não passava ninguém a pé...

Segui em frente e me perdi na Lapa por uma hora.

Será que isso só acontece comigo?





3 comentários:

  1. Waninha,
    Acho que está na hora de voce comprar um GPS, ou então arrumar algum lugar mais fácil pra buscar lenha. Ninguém merece andar nessas ruas de São Paulo. Agora se voce quiser uma boa dica, faça como eu que substitui a lareira a lenha por uma a gás. Não faz o barulhinho romântico de lenha queimando, mas esquenta bem e qdo acaba o gás, peço pro entregador resolver meu problema.
    Bjs

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  2. Waninha,
    Não posso dizer que acontece o mesmo comigo, pois atualmente quando saio de casa é para ir na padaria, no mercado ou na igreja. ( no máximo, dou uns 500 passos). Como não tenho carro, quando preciso pego táxi e antes de entrar pergunto se conhece o lugar. Mas já aconteceu comigo muitas vezes, aqui e fora...é um desespero....informações que são tudo mas, definitivamente, não mereçem esse nome, pois não informam nada.
    Agora, você sempre acaba na Casa Verde....dá uma chegadinha por aqui, é perto!
    Meu pai conhecia tudo em São Paulo, como qualquer homem detestava pedir informação, nunca estava perdido......pois bem! Um lugar que o colocava à prova era o Brás....não tinha jeito...se caisse lá...ficava horas para sair...rsss
    beijos

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  3. Oi meninas

    Estava com saudades, tanto do blog quanto de vcs.

    Estou com o meu computador "queimado", mas na realidade estou parando pouco aqui em casa, e na firma, e ficando com a bun.. quadrada de tanto andar de carro, a minha sorte é que já decorei o caminho.

    Gostei da historia da lareira a gás, vou procurar saber mais detalhes, pois a lenha por aqui esta pela hora da morte, e como não tomo mais um conhaquinho para esquentar, o negócio é cobertor e um foguinho.

    GPS não é tudo, eu detesto, e detesto mais ainda pedir informação, e a Vá detesta ficar perdida.
    Então comprei um GPS p/ ela no dia das mães.



    Ser feliz ou ter razão?

    Para muitos de nós, inclusive eu. Ser feliz ou ter razão?


    Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para
    jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo, bem como o caminho que
    ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e
    pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à
    direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderão ficar
    mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe,
    então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no
    caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum
    problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: -
    Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias
    ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz,
    prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse
    mais, teríamos estragado a noite!


    Vou procurar estar mas assíduo por aqui pois me faz falta, me sinto muito bem, tanto de ler quando de escrever, o que quero.

    Um beijão enorme a tdas.

    Wander

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