Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.

3 de jan de 2010

Tem coisa tão esquisita

Desde criança ouço dizer que a cidade que mais apelido dá para todos é Paraisópolis. Lembro-me até de uma piada contada pelo tio Figango sobre uma aposta realizada entre duas figuras em que um dizia ao outro que ele apostava que ficaria uma semana na cidade e que ninguém iria apelida-lo. Aposta feita, o sujeito chegou em Paraiso e se hospedou no Hotel Central (observe que era dado nome aos bois). Evitou sair, apenas tomando cuidado em abrir a janela em determinada hora do dia. Passaram os dias e ao final pediu as contas e quando pisou na calçada ouviu alguém dizer: "O cuco já tá indo embora". Eu achava o máximo isso.

Pois não é que agora pouco passando pela sala e ouvi o Faustão berrar (ele não sabe falar, coitado) que Claudio era a cidade dos apelidos em Minas?

Ops! Algo estranho. Claudio , para mim é a cidade onde vou um dia atrás de determinadas coisas (15 endereços em meus favoritos) e nunca poderia imaginar que ela é mais famosa como cidade dos apelidos do que Paraiso...

Uai! E agora, José? Como ficamos? Cadê Paraiso nessa? Ô tio quer dar uma luz explicativa aí de cima?

2 comentários:

  1. Pois é... e agora como fica nosso Paris??
    Você me fêz lembrar Tio Figando, quando começava a cantar : " A Tatiiiiinhaaaaa... a Tatiiiiinha.... a Tatinhaaaaaa, Buuuuunnniiitinhaaaaa!!
    Parece que estou escutando ele cantando com aquela cara relaxada dele, e depois soltando aquela risada gostosa!
    Você, Wania Cristina, me faz recordar cada coisa!!! Oiquiiiiiiiiiiíííí, sab...!

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  2. Acredito que toda cidade pequena (principalmente, as mineiras)tenham esta caracterísitca, dar apelidos aos seus habitantes. São pessoas que se conhecem desde sempre e que se identificam. Paraisópolis, talvez, tenha uma diferenciação! Os apelidos por lá são, na sua maioria, de uso nobiliarquico, para identificação da origem, da paternidade..só faltam os brasões....São Os Zequinha do Arlindo, os Dito Nanias, Zé do Zequinha, Zé do Vencico...mas também tem os sonoros..Quinquim, Quinzé, Lalau ( não aquele rss)..outros menos atrativos como Chico Potrinho, Burricão, Subosta, Bucho...
    Todos eram de fato identificação e se qualquer forasteiro perguntasse por um nome de batismo ficava sem saber onde encontrar o amigo.
    Até mesmo Paraisópolis tem os seus...Paraiso..Parió...Pariss..
    beijos

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