Parentes queridos parentes

O que são parentes? Como surgem? São importantes? O que nos acrescentam? É sobre essas questões que me proponho a pensar e falar mais do que qualquer coisa. Não que outras coisas não sejam importantes.

5 de jan de 2009

As ideias florescem

Não consigo escrever na ordem imaginada pois são tantas as coisas que envolvem parentes que me vejo obrigada a fazer listas e isso não quero. Minha intenção primeira era falar de cada um dos papeis que nossos familiares tem em nossas vidas mas me vejo obrigada a interromper para falar de algo muito importante nessa época do ano, ou seja, as festas. Para nossos parentes qualquer encontro com mais de cinco já é festa e aí está um dos problemas. O motivo, o local, se os anfitriões estão ou não preparados, se existe alguém doente tudo isso pouco importa. O importante, na verdade é o encontro. E onde estaria o problema? No seu jogo de cintura para participar ou não já que terá muito pouco tempo para pensar em muitas coisas Observem uma coisa - O motivo - Poderá ser um casamento, a novilha adquirida, o batizado, a depressão de um ou de outro, a distância, a separação, o cavalo que alguém vendeu, o emprego que conseguiram, o aniversário, o jogo, o hóspede que chega ou que parte, bodas disso ou daquilo, a inauguração da churrasqueira, da piscina (finalmente), alguém ter sobrevivido ao acidente e etc.(s) O local - Esse é o mais fácil pois pode ser na casa do Fulano, do Beltrano ou até mesmo do Sicrano. E se porventura essas casas estão impedidas por algo grave como, reforma do banheiro, da cozinha, do quintal? Não tem importância vamos todos pra a casa do primo X. Mas ele foi convidado? Não. Mas a gente convida, uai! É só chegar lá. Os anfitriões preparados ou não - É de somenos importância por que assim que a gente chegar ele irá entender; e o que é mais fascinante: vai gostar. Tem gente doente na casa - melhor ainda, vamos animá-lo e logo estará bem novamente. Comes e bebes - Nunca foi, nem será problema pois cada um leva o que pode e pronto. A festa está pronta! Como participante das festas ficava muitas vezes incrédula com a bagunça, com as superposições de vozes para poder ser ouvido e compreendido pelos outros e por que ficava rindo a toa, até doer o maxilar, se muita coisa eu não tinha entendido! Aprende-se muito nessas festas. Aprende-se a lidar com a falta de copos, de pratos, com separação de brigas, com o "chegou mais um"; aprende-se a ouvir e a entender várias pessoas falando ao mesmo tempo e até responder a cada uma das perguntas que são feitas, além dos pedidos tais como: "Pega um pano de prato", "passa o prato do fulano aí no chão pra lavar", "as crianças estão muito quietas" (isso é igual a "as crianças estão aprontando"). Muitas dessas coisas me deixavam intrigadas, pois como podiam ouvir o silêncio das crianças naquela zoada toda? Até hoje não consegui resposta para isso. Até amanhã!

5 comentários:

  1. Sei perfeitamente do que você falou! Já participei e ainda vou participar muito desses encontros... Sinto falta, muita falta!!!

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  2. Acredito! E como acredito... Beijos

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  3. Nossssa Senhora!!! eu também sei como eram, como são e como serão, eu posso imaginar - esses encontros... Tinha maior dificuldade em decorar os nomes dos filhos da tia Walderez.Hahhahahah! E minhas filhas têm também!

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  4. VC SE LEMBRA DOS NOSSOS NATAIS PASSADOS NA FAZENDA? SUBÍAMOS À PÉ POIS O CARRO SUBIA UNS 2 ATOLEIROS, MAS NO TERCEIRO FICAVA.
    PEGAVAMOS BAGAGEM, COMIDA, PRESENTES,E CHEGAVAMOS LÁ C/ O BARRO ATÉ NO CABELO.
    MAS SEMPRE VALEU A PENA.

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